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Facebook não vai notificar 530 milhões de usuários que tiveram informações vazadas

O vazamento foi revelado na última semana, com dados potencialmente recolhidos em 2019 de uma falha no sistema de contatos do Facebook

7 abr 2021
18h19
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O Facebook afirmou nesta terça-feira, 6, que o vazamento de dados recente, que afetou cerca de 530 milhões de usuários, resultou da vulnerabilidade de uma ferramenta de contatos da empresa em 2019 e que não vai notificar essas contas que suas informações ficaram expostas.

O site americano Business Insider informou na semana passada que detalhes de perfis de usuários estavam disponíveis em um banco de dados público. Nas informações, era possível encontrar nomes, endereços de e-mail e números de telefone, dados que foram colocados à venda na internet.

O Facebook disse que "agentes maliciosos" obtiveram os dados antes de setembro de 2019 garimpando os dados por meio de uma vulnerabilidade na ferramenta do serviço de mídia social para sincronizar contatos.

"Como resultado da ação que tomamos, estamos confiantes de que o problema específico que permitiu a eles extrair esses dados em 2019 não existe mais", disse o Facebook em uma postagem no blog.

A empresa também afirmou que o problema que originou o vazamento de dados deixou o importador de contatos do Facebook vulnerável. A ferramenta permitiu a busca de usuários pelo número do telefone. O Facebook afirmou, porém, que o acesso aos dados não foi resultado de hackers no sistema.

Um porta-voz do Facebook disse, ainda, que a companhia não tem certeza de ter total visibilidade sobre quais usuários poderiam ser notificados do vazamento de dados. Ele afirmou que a empresa também leva em consideração que os usuários não podem resolver o problema e que os dados foram disponibilizados de forma pública. A decisão foi de não notificar os usuários que tiveram seus dados vazados.

O banco de dados desse vazamento parece ser o mesmo conjunto de informações vinculadas a números de telefone de usuários do Facebook que tem circulado entre hackers desde janeiro, de acordo com Alon Gal, cofundador da empresa israelense de inteligência em crimes cibernéticos Hudson Rock. A existência do banco de dados foi relatada pela primeira vez pela publicação de tecnologia Motherboard.

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Estadão
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