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Facebook e Google enfrentam duras críticas de parlamentares nos EUA

29 jul 2020
17h21
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Google e Facebook receberam de parlamentares dos Estados Unidos nesta quarta-feira as críticas mais duras sobre abuso de poder de mercado, durante audiência com os presidentes das maiores empresas de tecnologia do país.

Presidente do Facebook, Mark Zuckerberg presta depoimento pora videoconferência durinte sessão do Congresso do EUA. 29/7/2020.  U.S. House Judiciary Committee via REUTERS
Presidente do Facebook, Mark Zuckerberg presta depoimento pora videoconferência durinte sessão do Congresso do EUA. 29/7/2020. U.S. House Judiciary Committee via REUTERS
Foto: Reuters

Os presidentes do Facebook, Mark Zuckerberg; da Amazon, Jeff Bezos; da Alphabet, Sundar Pichai; e da Apple, Tim Cook; cujas companhias representam valor de mercado combinado de cerca de 5 trilhões de dólares, enfrentaram acusações dos parlamentares antes de um painel sobre leis de concorrência promovido pela comissão de justiça da Câmara dos Deputados norte-americana.

O democrata David Cicilline, presidente da subcomissão de defesa da concorrência, começou acusando o Google de roubo. "Por que o Google rouba conteúdo de empresas honestas?", questionou o parlamentar.

Cicilline acusou o Google de roubar resenhas da companhia Yelp e afirmou que a empresa ameaçou retirar a Yelp de resultados de busca se se colocasse contra a prática.

O presidente da Alphabet, controladora do Google, respondeu de maneira calma que preferia saber os pontos específicos da acusação. "Nós agimos de acordo com os mais elevados padrões", disse o executivo, rejeitando a acusação de roubo de conteúdo para preencher espaços em suas páginas de busca e manter os internautas navegando pelos próprios serviços do Google.

Já Zuckerberg recebeu uma série de acusações sobre a compra do Instagram em 2012 e se a compra ocorreu porque o serviço de fotos na época representava uma ameaça ao Facebook.

O presidente da maior rede social do mundo respondeu que o acordo de compra do Instagram passou pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) e que o serviço na época era pequeno e não um fenômeno das mídias sociais. "As pessoas não pensavam que eles competiam conosco naquele espaço", disse Zuckerberg.

No lado republicano, o deputado Jim Jordan acusou as companhias de promoverem uma longa série de ações que mostram que estão tentando evitar que os conservadores atinjam seu público de apoiadores.

"As grandes empresas de tecnologia estão atingindo os conservadores", disse o parlamentar. As empresas negaram as acusações de censura.

A subcomissão de Cicilline está investigando acusações de críticos de que as companhias prejudicaram competidores com seu apetite insaciável por dados dos usuários.

A audiência marcou a primeira vez que os quatro presidentes apareceram juntos perante os parlamentares e também marcou a primeira vez que Bezos compareceu diante do Congresso.

Um relatório detalhado com acusações de violações de leis da concorrência envolvendo as quatro empresas e recomendações sobre como conter o poder de mercado delas deve ser liberado até o final do ano pela comissão, que reuniu 1,3 milhão de documentos das empresas para compor a análise, afirmaram assessores.

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