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EUA: empresas aumentam segurança para evitar espionagem

5 jun 2014 16h56
| atualizado às 17h16
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Foto ilustrativa tirada em Varsóvia. Para os governos e corporações acuados pela frequência cada vez maior de ataques pela Internet, o maior desafio é encontrar guerreiros cibernéticos capacitados para reagir. As atividades hostis de espiões, sabotadores, concorrentes e criminosos abrem espaço para a expansão das atividades das empresas de segurança digital, as quais são capazes de atrair os melhores talentos das unidades cibernéticas governamentais. 28/03/2013.
Foto ilustrativa tirada em Varsóvia. Para os governos e corporações acuados pela frequência cada vez maior de ataques pela Internet, o maior desafio é encontrar guerreiros cibernéticos capacitados para reagir. As atividades hostis de espiões, sabotadores, concorrentes e criminosos abrem espaço para a expansão das atividades das empresas de segurança digital, as quais são capazes de atrair os melhores talentos das unidades cibernéticas governamentais. 28/03/2013.
Foto: Kacper Pempel / Reuters

Um ano após Edward Snowden revelar os programas de vigilância da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), as principais empresas de tecnologia norte-americanas que sofreram com as consequências das espionagem estão se unindo para fortalecer suas defesas contra a intrusão do governo.

Em vez de fazer lobby agressivo em Washington para uma reforma, Google, Microsoft e outras companhias de tecnologia definiram avanços de segurança como sua principal prioridade, adotando ferramentas para tornar a atividade de espionatem pela Internet mais difícil.

"É claro que é importante para as empresas fazer coisas sob nosso controle, e o que temos sob nosso controle são as nossas próprias práticas de tecnologia", disse à Reuters o advogado geral da Microsoft, Brad Smith. "Eu não sei se alguém acredita que será suficiente para acalmar as preocupações de todos. Há uma necessidade de uma reforma das práticas de governo, mas vão demorar mais tempo."

A campanha "Reset the Net" agora vai atingir um público médio, e o Google disse na quarta-feira que estava lançando uma versão teste de um programa que permite aos usuários do Gmail manterem seu email criptografado até atingir outros usuários do serviço de e-mail, sem uma decodificação pela companhia para exibição de publicidade.

Google, Microsoft e Facebook passaram a criptografar o tráfego interno de dados após as revelações de Snowden, um ex-prestador de serviços da NSA, de que a agência de espionagem invadiu suas conexões no exterior.

"Qualquer tentativa de realizar a vigilância em massa vai ter um trabalho muito mais difícil hoje do que eles teriam até seis meses atrás ", disse Nate Cardozo, um advogado do grupo de liberdades civis Electronic Frontier Foundation.

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