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Estudo sinaliza preconceito de gênero na exibição de anúncios do Facebook

9 abr 2021 - 11h48
(atualizado às 15h00)
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Os usuários do Facebook podem não estar sendo notificados sobre os empregos para os quais são qualificados porque os algoritmos da rede social direcionam desproporcionalmente seus anúncios a diferentes gêneros. E isso vai "além do que pode ser legalmente justificado", afirmam pesquisadores universitários em um estudo publicado nesta sexta-feira.

29/10/2014. REUTERS/Dado Ruvic
29/10/2014. REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

De acordo com a pesquisa, em um dos três exemplos que geraram resultados semelhantes, o Facebook direcionou um anúncio de entregador da Instacart para um público majoritariamente feminino, e um anúncio de entregador da Domino's para um público majoritariamente masculino. A Instacart tem em sua maioria entregadores mulheres; a Domino's, homens, aponta o estudo de pesquisadores da Universidade Southern California.

Em contrapartida, a pesquisa constatou que o LinkedIn mostrou o anúncio da Domino's e da Instacart para aproximadamente a mesma proporção de mulheres. A descoberta reforça o argumento de que os algoritmos do Facebook podem estar violando as leis antidiscriminação dos Estados Unidos, afirma o estudo.

"A exibição de anúncios do Facebook pode resultar em desvios de gênero em publicidade de oportunidades de emprego, além do que pode ser legalmente justificado por possíveis diferenças nas qualificações", disse o estudo.

O porta-voz do Facebook, Joe Osborne, disse que a empresa reconhece "muitos sinais para tentar entregar às pessoas anúncios nos quais elas estarão mais interessadas, mas entendemos as preocupações levantadas no estudo".

Em meio a ações judiciais e investigações regulatórias sobre discriminação por meio da segmentação de publicidade, o Facebook reforçou controles para evitar que clientes excluam alguns grupos de verem anúncios de empregos, imóveis entre outros.

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