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Estudo mostra controle limitado sobre falhas de privacidade em aplicativos Android pré-instalados

25 mar 2019
12h54
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Um estudo independente liderado por um grupo acadêmico na Espanha mostrou que informações pessoais podem ser coletadas por aplicativos Android pré-instalados em dispositivos novos e estão sujeitos a pouca supervisão.

Modelo de smartphone Nokia 7 Plus Android durante evento em Londres. 22/2/2018.  REUTERS/Peter Nicholls/File Photo
Modelo de smartphone Nokia 7 Plus Android durante evento em Londres. 22/2/2018. REUTERS/Peter Nicholls/File Photo
Foto: Reuters

    A pesquisa realizada por Universidade Carlos III de Madri, IMDEA Networks Institute e Stony Brook University analisou aplicativos pré-instalados em dispositivos Android de 2.748 usuários, de 214 fornecedores, em 130 países.

O estudo descobriu que o momento das configurações do novo aparelho representa uma potencial ameaça para a privacidade e segurança dos usuários, porque os aplicativos pré-instalados pedem acesso a dados similares aos que programas distribuídos pela loja Play, do Google, não podem ter.

Os aplicativos pré-instalados também não podem ser removidos dos aparelhos e o Google pode não estar agindo com rigor sobre verificações da segurança destes programas antes distribuídos por sua loja, disseram os pesquisadores.

    "Há uma falta de regulação e transparência e ninguém parece estar monitorando o que estes aplicativos fazem", disse Juan Tapiador, co-autor da pesquisa.  

    O Google afirma que fornece ferramentas para equipar os fabricantes e ajudá-los a ter certeza de que seu software não viola os padrões de privacidade e segurança da companhia.

    Na semana passada, o jornal New York Times publicou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga o Facebook, por trabalhar com fabricantes de hardware para ter certeza de que seu aplicativo esteja nos dispositivos dos usuários.

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