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Especialistas em notícias falsas da UE tiram falsas conclusões, diz grupo de consumidores

12 mar 2018
21h31
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Um grupo de consumidores disse nesta segunda-feira que especialistas apontados pela Comissão Europeia para fazer recomendações sobre o combate a notícias falsas ignorou o modelo de negócios que deu a empresas como Google e Facebook motivo para disseminá-las.

As gigantes da tecnologia estão sendo bombardeadas na Europa, acusadas de não fazerem o suficiente para remoção de conteúdos enganosos ou ilegais, incluindo o incitamento ao ódio, extremismo e a venda online de produtos falsificados.

O órgão executivo da União Europeia publicará um documento não-vinculativo nos próximos meses.

O grupo de 39 especialistas que foi apontado pede a criação de um código de princípios para plataformas online e redes sociais. O grupo pede que as companhias devem ser transparentes e explicarem como os algoritmos escolhem as notícias mostradas para o público e desenvolvem ferramentas para ajudar os consumidores a enfrentarem o problema. Os especialistas também disseram que as autoridades deveria deixar as empresas regularem a si mesmas.

Mas Monique Goyens, diretora geral da BEUC, um grupo coordenador que reúne 43 organizações de consumidores de 31 países europeus, disse que o relatório dos especialistas falhou em tratar de uma das principais causas das notícias falsas.

"Plataformas como Google e Facebook se beneficiam maciçamente de usuários lendo e compartilhando notícias falsas, que contêm publicidade. Mas esse grupo de especialistas escolheu ignorar esse modelo de negócio. Isso é uma política equivalente a enterrar a cabeça na areia", disse Goyens.

"O encargo de desbancar as notícias falsas não deve ser da população", disse ela, acrescentando que um código de princípios não-vinculante poderia se tornar inócuo.

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