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Em meio à preocupação com privacidade, Facebook e Instagram poderão ser desvinculados

Até então, a empresa usava dados, como o endereço de e-mail ou ID de telefone de um usuário, vinculando as contas do Facebook e Instagram para fins publicitários

12 out 2021 18h13
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O Facebook anunciou nesta segunda-feira, 11, uma atualização sobre a forma que calcula os perfis de usuários para fins publicitários. Com a mudança, pessoas que não vincularam suas contas do Facebook e Instagram serão encaradas como duas pessoas diferentes, o que deve alterar a forma de entrega de anúncios nas redes. Em meio à onda de cobranças sobre a negligência da plataforma na administração dos dados, a nova métrica pode ser lida como uma resposta.

Até então, a empresa usava dados, como o endereço de e-mail ou ID de telefone de um usuário, para vincular as contas do Facebook e Instagram para fins publicitários. "Contamos alguém com várias contas como uma única pessoa", explicou o vice-presidente de marketing de produto do Facebook, Graham Mudd, em uma postagem de blog na segunda-feira.

A partir da mudança, que deve ser implementada nas próximas semanas, os anunciantes poderão notar um impacto nas estimativas de planejamento de campanha e em relatórios de desempenho, já que aumentará o número total de contas com que ele pode se comunicar. Mesmo assim, Graham Mudd pondera: "para a maioria dos anúncios não acreditamos que isso terá um impacto substancial no alcance da campanha relatada".

A mudança também não vai afetar o total de usuários ativos diários ou mensais do Facebook reportados aos investidores a cada trimestre, diz a empresa. E a nova forma de contagem pode ser suspensa, caso os usuários peçam explicitamente à rede social ou já façam uso de certos recursos que unam as contas, como postagem cruzada no Instagram e no Facebook ao mesmo tempo.

De acordo com Mudd, a medida é uma forma de "honrar as escolhas" dos usuários que não desejam ter as contas vinculadas para fins de planejamento e medição de anúncios. "Esta atualização está alinhada com as tendências de oferecer às pessoas mais controle sobre como suas informações são usadas para anúncios e é consistente com a evolução dos ambientes de publicidade, privacidade e regulamentação", afirmou.

Estadão
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