PUBLICIDADE

Elon Musk quer cortar 10% dos empregos na Tesla e pausa contratações

Tesla pode reduzir a força do trabalho devido ao pessimismo em relação ao cenário econômico; contratações também serão impactadas

3 jun 2022 - 10h20
(atualizado às 12h27)
Ver comentários

O cenário econômico conturbado começou a impactar o dia a dia da Tesla. Em um comunicado interno, o CEO Elon Musk anunciou que pretende reduzir 10% do corpo de funcionários da montadora de carros elétricos depois que teve um "pressentimento super ruim". As informações foram reveladas pela Reuters nesta sexta-feira (3).

Após "pressentimento super ruim", Elon Musk quer cortar parte da força de trabalho da Tesla
Após "pressentimento super ruim", Elon Musk quer cortar parte da força de trabalho da Tesla
Foto: Chris Yarzab/Flickr / Tecnoblog

A carta vazada traz mais um relato sobre a rotina da empresa. Sem entrar em muitos detalhes, Musk afirmou que, após ter uma visão negativa sobre o cenário econômico, cogita em cortar 10% das posições. Os pormenores da decisão, no entanto, ainda permanecem sob mistério.

 

O aviso aos executivos pode impactar uma grande parcela de famílias em vários países, já que a Tesla possui operações dos Estados Unidos ao Japão. Para se ter uma ideia, no fim de 2021, a Tesla tinha cerca de 100 mil pessoas empregadas. O CEO da montadora também quer o congelamento de novas contratações no mundo todo.

Musk, porém, não é o único a carregar ressalvas sobre o contexto atual. À agência de notícias, analistas de mercado ressaltaram que a sensação ruim é repartida entre outras pessoas. Não à toa, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse em um evento que um "furacão está logo ali na estrada vindo em nossa direção".

A Tesla não comentou sobre o assunto.

Elon Musk
Elon Musk
Foto: Vitor Pádua/Tecnoblog / Tecnoblog

Musk deu ultimato sobre trabalho remoto na Tesla

O comunicado veio a público dois dias após o ultimato dado a funcionários da Tesla e SpaceX sobre trabalho remoto. Na terça-feira (31), Musk enviou um e-mail aos funcionários da empresa alegando que o trabalho remoto não é mais aceitável. Em outras palavras: trabalhe 40 horas semanais no escritório ou pede para sair. 

A decisão do executivo, no entanto, segue na contramão de uma nova tendência: o trabalho remoto. Depois da pandemia, não somente os trabalhadores como os executivos descobriram as vantagens do home office. Esta visão é compartilhada tanto pela população dos Estados Unidos quanto de outros países, incluindo o Brasil, mas não são todas as companhias que entraram na onda.

A própria Apple enfrentou um imbróglio neste sentido. Em julho de 2021, os funcionários da fabricante do iPhone acusaram-na de reprimir o trabalho remoto. Mas o resultado dessa cruzada acabou resultando em reações descontentes e até indesejadas, como o pedido de demissão do diretor de Machine Learning (ML).

Com informações: Reuters

Elon Musk quer cortar 10% dos empregos na Tesla e pausa contratações

Tecnoblog
Publicidade
Publicidade