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Museu do Computador exibe peças raras em evento no RJ

15 ago 2009
10h09
atualizado em 24/6/2018 às 21h43

O Circuito de Informática e Tecnologia 2009, realizado na Marina da Glória, zona sul do Rio de Janeiro, traz um estande para matar a curiosidade de quem quer saber como foram os primórdios da computação. Logo na entrada, o público tem a oportunidade de ver algumas peças raras, integrantes do acervo do Museu do Computador. Entre as que mais chamam a atenção está o HD do B500 da Burrougs, do ano de 1964, com capacidade de apenas 100kb, espaço insuficiente para armazenar um simples arquivo de texto com mais de 15 páginas. Para formatá-lo era preciso dois dias e sua unidade de controle era do tamanho de um guarda-roupa.

Também na exposição está o CP500 (de 1982), um dos primeiros microcomputadores nacionais e que, na época de seu lançamento, teve relativo sucesso de vendas. O primeiro mouse (de 1964), criado por Douglas Eglebart, no Instituto de Pesquisa de Stanford, chama a atenção por ser todo feito de madeira.

Entre as outras peças à mostra estão o primeiro Macintoch (de 1984); o primeiro disquete (de 1971) com tamanho de oito polegadas, e a memória de Ferriti (de 1950), que armazenava apenas 1bit.

Museu precisa de ajuda
O presidente-curador do Museu, José Carlos Valle, explica que há onze anos vem tentando criar um espaço com pelo menos 25 metros quadrados para exibir as cerca de 15 mil peças que possui. Infelizmente, não consegue apoio financeiro para isso. "Falta uma equipe para arrecadar fundos", explica.

Valle conta com a ajuda de amigos e de algumas empresas que de vez em quando doam alguma verba. "Eu tenho um galpão grande lá em Itapecerica da Serra, em São Paulo, e uma empresa que paga o aluguel. Tenho o galpão de um amigo que ajuda também, porque são muitas peças, algumas tão grandes que nem pude trazer para cá", contou.

Fonte: Especial para Terra
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