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Efeito Apple: Samsung prevê queda de 30% no lucro

Maior fabricante de chips de memória, coreana cita queda na demanda; desaceleração de vendas do iPhone também é fator

8 jan 2019
12h26
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Depois da Apple, agora é a vez da Samsung de estimar queda no lucro e na receita. Segundo comunicado, a empresa espera lucro de 10,8 trilhões de wons (US$ 9,6 bilhões), 28,7% menor do que no mesmo período do ano passado. A média esperada pelo mercado era de 13,8 trilhões de wons (US$ 12,2 bilhões). A projeção de receita também foi afetada e caiu 11%, de 63,6 trilhões (US$ 56,1 bilhões) de wons para 59 trilhões de wons (US$ 52,3 bilhões).

A companhia culpou a queda na demanda por chips de memória, um de seus principais produtos. Embora conhecida pelas TVs e smartphones, a gigante coreana é a maior produtora do mundo no segmento. Em 2017, ela atingiu a liderança entre produtores de semicondutores em termos de receita, ultrapassando a Intel.

"Os ganhos com memória caíram significativamente entre um trimestre e outro por conta de uma demanda mais fraca do que esperada em meio a ajustes de inventório em data centers, resultando em um declínio de encomendas e uma queda maior do que a esperada em vendas", disse comunicado da empresa.

A demanda de data centers, principalmente nos EUA, atualmente representa quase 30% da demanda por chips de memória DRAM da Samsung ante 5% cinco anos atrás, disse Kim Yang-jae, analista da KTB Investment & Securities.

Outro fator é para o resultado ruim é a queda nas vendas da Apple, principalmente na China. A Samsung é uma das principais fornecedoras de componentes do iPhone. O aviso de resultado mais fraco na gigante coreana adiciona preocupação a investidores já tensos pelo alerta da Apple na semana passada.

Há temores de que o mercado global de smartphones entre numa prolongada fase de declínio.

Por fim, os ganhos da Samsung também teria sido afetados pela guerra comercial entre EUA e China, dois dos principais destinos para os componentes e produtos da companhia e onde está localizada parte considerável da sua produção. As ações da empresa variavam negativamente em 1,68% na Bolsa de Seul nesta terça. /COM AGÊNCIA INTERNACIONAIS

Estadão
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