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Cyberpunk 2077 será mais curto que The Witcher 3 — e a culpa é sua

Após ver as pessoas desistirem do The Witcher 3 por ele ser muito longo, CD Projekt resolveu entregar o Cyberpunk 2077 com uma campanha principal mais curta

21 set 2020
08h38
atualizado em 28/9/2020 às 14h17
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Sendo considerado um dos melhores jogos da atual geração de consoles, uma das principais qualidades do The Witcher 3: Wild Hunt é o espetacular mundo criado pela CD Projekt RED. Com um enredo repleto de conteúdo e uma infinidade de missões para serem realizadas, isso fez com que muitos nem chegassem ao seu final e de acordo com a desenvolvedora polonesa, o alto número de desistência teria afetado o desenvolvimento do Cyberpunk 2077.

Cyberpunk 2077
Cyberpunk 2077
Foto: Divulgação/CD Projekt RED / Meio Bit

Quem revelou essa informação foi o designer sênior de missões, Patrick K. Mills, que após participar de um stream pelo Twitch detalhou a preocupação da equipe responsável pelo novo jogo em relação a não se repetir o que os números registraram com a aventura de Geralt de Rivia.

"Nós sabemos que a história principal no Cyberpunk 2077 é levemente mais curta que a do The Witcher 3. Nós recebemos muitas reclamações sobre a história principal do The Witcher 3 ser muito longa e olhando para as métricas, você vê uma tremenda quantidade de pessoas que jogaram até muito longe, mas nunca chegaram ao final.

Nós queremos que você veja toda a história. Então, encurtamos a história principal, mas temos muito o que fazer e em temos de uma campanha completista, eu simplesmente não tenho este número."

Contudo, Mills afirmou que isso não quer dizer que o Cyberpunk 2077 será pequeno, com o seu sistema de missões paralelas sendo muito mais complexo. Agora essas missões poderão dar origem a outras e até mesmo impactar na história principal. Assim a CD Projekt espera que esta possibilidade de variação de escolhas faça com que a vida útil do jogo seja estendida e a diminuição na campanha principal não possa ser considerado um problema.

Além disso, o título ainda contará com mais de mil NPCs com rotinas diárias e houve um pesado investimento na criação de missões de mundo aberto, o que eles chamam de "Street Story". Segundo o produtor John Mamais, no The Witcher 3 eles só foram implementar elementos de mundo aberto quando o jogo já estava com o seu desenvolvimento bem avançado, sendo que apenas duas ou três pessoas trabalharam nisso. Já com o jogo futurista, há 15 profissionais cuidando desta parte.

Acho legal essa tentativa da desenvolvedora em nos motivar a chegar ao fim do Cyberpunk 2077, mas falando especificamente de mim, não sei se eles obterão muito sucesso. Eu sou o tipo de pessoa que não consegue deixar uma missão paralela sem fazer e por isso já sei que quando colocar as mãos nesse jogo, vou querer vasculhar cada canto do seu mapa, conversar com cada personagem que poderá me dar algo para fazer.

Por isso não vejo diferença em um RPG ter uma missão principal mais longa ou mais curta, ainda mais no caso de algo criado pela CD Projekt, onde as missões paralelas costumam ser tão ou até mais interessante do que a linha principal da história. Agora, o que não consigo entender é esta afirmação de Patrrick Mills sobre eles terem recebido muitas reclamações por o The Witcher 3 ser muito longo. Caramba, como isso poder ser considerado um problema?

Fonte: Eurogamer

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