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Criado por ex-executivos do BTG, C6 Bank recebe aval do BC para operar

Banco Central do Brasil publicou nesta sexta-feira, 18, a licença que autoriza a operação do novo banco digital; meta é rivalizar com Nubank e Banco Neon

18 jan 2019
20h14
atualizado em 23/1/2019 às 14h31
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Em breve, os brasileiros terão mais uma opção de banco digital: o C6 Bank. Fundada por ex-executivos do banco de investimentos BTG Pactual, a empresa recebeu nesta sexta-feira, 18, o aval do Banco Central para começar a realizar atividades financeiras no território brasileiro.

Com a licença concedida, o C6 Bank pretende começar no dia 31 a calibrar seus sistemas: o primeiros a testar o banco serão os 320 funcionários da empresa. Além disso, cada colaborador receberá cerca de 10 convites para estender os testes do serviço a amigos e parentes. Já a abertura das atividades ao público em geral deve acontecer até o final do 1º semestre, informou o C6 Bank ao Estado. Antes disso, a instituição deverá abrir uma lista de inscrição para os interessados em se tornar futuros correntistas.

Entre os sócios da empresa, há quatro ex-executivos do BTG Pactual: Leandro Torres, Carlos Fonseca, Luiz Marcelo Calicchio e Marcelo Kalim - este último ocupa o posto de presidente do banco. Para viabilizar a operação, os sócios empenharam R$ 250 milhões em capital social. A estimativa da empresa, porém, é que o investimento total chegue a R$ 500 milhões até o final deste ano.

Tática. A previsão do C6 Bank é de chegar ao mercado com uma operação mais robusta que a de outros bancos digitais brasileiros, como Nubank e Neon: logo de saída, os correntistas poderão já pagar boletos e contas, fazer transferências entre outros bancos, investir em CDB, fazer saques na rede Banco 24 Horas e até ter um cartão para realizar compras em crédito e débito - a bandeira usada será a Mastercard. O Nubank, vale lembrar, começou como um cartão de crédito e passou a oferecer conta bancária em 2017; já o Neon fez o caminho inverso.

Segundo o C6 Bank, haverá opções para pessoas físicas e jurídicas. Inicialmente, os serviços do banco poderão ser controlados apenas por aplicativos de sistemas operacionais iOS e Android. Uma versão de internet banking para navegadores web só deve ser lançada quando o banco abrir as inscrições ao público em geral. A instituição diz ainda que não pretende ter agências físicas - o contato dos clientes, se necessário, deverá ser feito por chat ou call center, gerido por uma empresa terceirizada treinada pelo banco.

Para Guilherme Horn, diretor executivo de inovação da consultoria Accenture, o desafio da fintech será manter um bom atendimento. "Proporcionar uma ótima experiência para o cliente exige uma cultura diferente da oferecida em bancos tradicionais", avalia.

Outra estratégia do banco para se sobressair frente aos concorrentes é a oferta de serviços gratuitos. Clientes que precisarem fazer saques em caixas 24 horas, por exemplo, não serão cobrados pelas taxas - clientes do Nubank e do Neon, por sua vez, pagam até R$ 6,50 por retirada.

Estadão
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