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CPI da COVID pode convocar Google e Facebook devido às lives de Bolsonaro

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), quer saber como Google e Facebook combatem desinformação sobre a pandemia de COVID-19

18 jun 2021 21h26
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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da COVID-19, disse que vai protocolar, nesta sexta-feira (18), um pedido para convocar o Facebook e o YouTube à comissão, que investiga a conduta do Governo Federal na pandemia. O Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usa ambas as plataformas para fazer lives semanais.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fala com a imprensa ao lado do parlamentar Humberto Costa (PT-PE) (
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fala com a imprensa ao lado do parlamentar Humberto Costa (PT-PE) (
Foto: Tecnoblog

YouTube e Facebook transmitem lives de Bolsonaro

Na quinta-feira (17), em uma transmissão ao vivo para YouTube e Facebook, Bolsonaro voltou a contestar a ciência, ao afirmar que a contaminação pela COVID-19 é mais eficaz que as diversas vacinas disponíveis contra a doença. "O senhor presidente da República tem o direito de falar a besteira que quiser, só não tem o direito de produzir o aumento desses números [mortes por covid], de cada vez mais disseminar notícias sem lastro na ciência", disse Raldolfe Rodrigues durante a CPI.

O vice-presidente da comissão que investiga a resposta do governo à pandemia quer ouvir dos diretores do Facebook e do Google, dono do YouTube, como as empresas combatem a desinformação sobre o novo coronavirus. Randolfe Rodrigues disse que o pedido deve ser votado pela CPI na próxima terça-feira (22). "Não pode esse tipo de irresponsabilidade das plataformas", completou o parlamentar.

O senador ainda lembrou o caso do ex-presidente americano Donald Trump, que foi banido do Facebook, Instagram e Twitter após a invasão do Capitólio, no dia 6 de janeiro. No dia, Trump celebrou a ação de seus apoiadores nas mídias sociais, com a legenda "nós amamos vocês, cada um de vocês é muito especial"

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), concordou com Randolfe: "Tem que acabar com esse negócio de live. Votaremos o mais rápido possível, até cancelaremos alguém que está... Isso é de importância muito grande [convocação de plataformas na CPI] porque [Bolsonaro] propaga a mentira e a inverdade [nas lives]".

Na live da quinta-feira (17), Bolsonaro voltou a defender a chamada imunidade de rebanho. Não é a primeira vez que o presidente ignora o consenso da ciência sobre a pandemia do novo coronavírus no país - ele já defendeu, também ao vivo, que máscaras serviam apenas para quem já estava infectado pela COVID-19, ao ler e-mails antigos de um dos principais médicos que aconselharam Trump durante a crise, o Dr. Anthony Fauci.

Até aquele momento, havia poucos dados e sobre o novo coronavírus. Segundo cientistas e médicos, a forma mais eficaz de combate à pandemia, além das campanhas de vacinação, é a adoção de medidas de distanciamento social somadas ao uso de máscaras - especialmente as cirúrgicas, dos modelos PFF2.

Ao Tecnoblog, o Facebook disse que não vai comentar sobre o requerimento. A reportagem perguntou ao Google se a empresa pretende enviar representantes à CPI, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações: Telesíntese e Uol

CPI da COVID pode convocar Google e Facebook devido às lives de Bolsonaro

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