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Congressistas dos EUA querem documentos internos de gigantes da tecnologia

Comissão de Justiça da Câmara quer informações de Amazon, Apple, Facebook e Google em investigação antitruste

13 set 2019
15h26
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Nesta sexta, 13, a comissão da câmara de deputados dos EUA que faz a investigação antitruste de gigantes da tecnologia pediu que Amazon, Apple, Facebook e Google entreguem e-mails internos com informações financeiras detalhadas e outros registros das companhias, incluindo a comunicação de seus principais executivos. A comissão quer receber até o dia 14 de outubro quer, entre outras informações, dados de aquisições de outras empresas feitas na última década pelas gigantes.

O pedido, feito por deputados do partido democrata e do partido republicano membros da Comissão de Justiça, envolve informações sobre operações internas, incluindo dados financeiros sobre seus produtos e serviços, conversas sobre aquisições em potencial e registros relacionados a outras investigações de práticas anticompetitivas.

A ideia é que os documentos comprovem se o domínio das empresas está atrelado a práticas anticompetitivas, como a compra ou a aniquilação de rivais - os papéis também poderiam provar seus os líderes das empresas tinham ciências de práticas ilegais. O pedido não é obrigatório, embora a comissão tenha poderes para fazer uma exigência judicial.

As cartas foram enviadas dias após procuradores de 48 Estados dos Estados Unidos e de Porto Rico abriram uma investigação sobre práticas anticoncorrenciais de grandes empresas de tecnologia do país.

Uma vez elogiadas como motores de crescimento econômico dos EUA, as gigantes de mídias sociais, de buscas e de comércio eletrônico norte-americanas são acusadas de abuso de poder e falhas como violações a direitos de privacidade. O presidente norte-americano, Donald Trump, a candidata presidencial democrata dos EUA, Elizabeth Warren, consumidores e outras empresas criticam esse poder.

No nível federal, o Departamento de Justiça e a Comissão Federal de Comércio estão investigando Facebook, Google, Apple e Amazon, também por possíveis violações da lei antitruste. Outra investigação de procuradores-gerais dos EUA anunciada na sexta-feira se concentra sobre o Facebook.

Apple, Amazon e Facebook não se manifestaram sobre o assunto. Em post em seu blog, o Google diz que 'cria escolhas para os consumidores'.

Estadão
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