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Com comícios paralisados e tuítes verificados, campanha de Trump recorre a aplicativo próprio

2 jun 2020
10h59
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Caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Twitter acabem por se separar, sua campanha tem um plano alternativo pronto para espalhar sua voz.

01/06/2020
REUTERS/Tom Brenner
01/06/2020 REUTERS/Tom Brenner
Foto: Reuters

As tensões entre Trump e a plataforma aumentaram na semana passada, depois que o Twitter começou a sinalizar alguns de seus tuítes com um alerta de verificação de fatos. Trump respondeu com um decreto que ameaça reduzir algumas proteções legais usufruídas pelas empresas de mídia social.

A campanha de Trump vem construindo um canal alternativo para ele há meses, um aplicativo para smartphones que visa se tornar uma plataforma única de notícias, informações e entretenimento para seus apoiadores, em parte por causa de preocupações de que o presidente perca o acesso à plataforma do Twitter, disse seu gerente de campanha, Brad Parscale.

O aplicativo de Trump, que foi lançado em abril, tem ficado desde então muitas vezes entre os 10 mais baixados no ranking da Apple de aplicativos de notícias, às vezes acima das organizações de notícias como CNN, New York Times e Reuters.

"Sempre estivemos preocupados com o Twitter e o Facebook nos deixando fora do ar e isso serve como um backup", disse Parscale à Reuters.

Para seus apoiadores, o novo aplicativo é uma plataforma em que eles podem obter as últimas notícias da campanha, assistir a programas apresentados por aliados de Trump e ganhar pontos de recompensa por fazer telefonemas ou conseguir que pessoas se inscrevam no aplicativo.

Para a campanha, é um substituto à prova da pandemia que substitui os comícios de Trump e uma ferramenta essencial para coletar dados que podem ajudar a direcionar os eleitores antes da eleição de novembro. Trump enfrentará o candidato presidencial democrata Joe Biden na votação de 3 de novembro.

O login no aplicativo requer um número de telefone celular, que permite que a campanha envie ao usuário mensagens de texto regulares enaltecendo Trump ou pedindo doações.

"A coisa mais importante e essencial da política é o número de celular", disse Parscale, que executou os esforços digitais de Trump em 2016 antes de liderar a campanha de 2020. "Quando recebemos números de celulares, isso realmente nos permite identificá-los nos bancos de dados. Quem são eles, histórico de votação, tudo."

Mas no aplicativo não é incluída a cobertura menos favorável do presidente. Na segunda-feira, o aplicativo continha uma declaração de campanha emoldurada como um artigo de notícias que dizia que Trump estava trabalhando para unir o país após protestos em todo os Estados Unidos após o assassinato de George Floyd por um policial em Mineápolis.

Bill Bigby, um apoiador de Trump de Scranton, Pensilvânia, disse que o aplicativo agora se tornou sua principal fonte de notícias.

"Aprendemos que você não pode confiar em nada que a mídia diga sobre Trump", disse Bigby, 56 anos. "Eles simplesmente não gostam dele."

Parscale disse que esse era exatamente o objetivo da campanha.

"Acho que tudo o que fazemos é combater a mídia", disse Parscale. "Esta é outra ferramenta para combater essa luta, e é uma grande ferramenta."

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