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China impõe novas restrições em aplicativos de mensagens

Usuários terão que ter autorização para publicar ou reproduzir notícias políticas nos apps

7 ago 2014 16h44
| atualizado às 17h04
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Foto: Getty Images

A China vai forçar os usuários de mensagens instantâneas a se registrarem com os nomes verdadeiros e exigir que aqueles que queiram publicar ou reimprimir notícias políticas obtenham aprovação prévia, informou a mídia estatal e a Tecent Holdings Ltd nesta quinta-feira.

No ano passado, a China lançou uma campanha para reprimir rumores online e 'limpar' a internet. A repressão tem levado à saída de usuários de plataformas semelhantes ao microblog Twitter, como o Weibo, depois que autoridades detiveram centenas de usuários.

As últimas restrições provavelmente vão afetar imensamente aplicativos populares móveis de mensagens como o WeChat, da Tencent Holdings, que tem quase 400 milhões de usuários. Outras ferramentas de mensagens instantâneas incluem o QQ da Tencent, o aplicativo Laiwang, do Grupo Alibaba, o Yixin, da NetEase e o Miliao, da Xiaomi.

Contas públicas ou oficiais podem enviar mensagens individuais para um número muito maior de seguidores do que os usuários individuais e são comumente usadas por organizações de mídia e empresas.

As contas que não forem aprovadas pelo prestador de serviços de mensagens instantâneas estão proibidas de publicar ou reimprimir notícias políticas, disse a Xinhua, agência de notícias oficial. A agência acrescentou que prestadores de serviços devem verificar e marcar publicamente contas que podem publicar ou reimprimir o noticiário político.

As regras "podem arrefecer o tráfego das contas públicas WeChat e desencorajar jornalistas de criar contas individuais públicas no WeChat", disse Fu King-wa, professor assistente na Universidade de Jornalismo e Estudos de Mídia Observatório de Hong Kong.

A Tencent disse que vai trabalhar dentro das novas regras, mas ressaltou que elas se aplicam apenas a contas públicas e não aos usuários do dia a dia.     

 

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