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CEO da Microsoft: Pressão de Trump pela compra do TikTok foi a coisa mais 'estranha' da carreira

Transação foi cogitada em agosto de 2020 e esfriou após eleição de Joe Biden

28 set 2021 20h02
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Para o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a tentativa frustrada de compra do TikTok, orquestrada pelo ex-presidente americano Donald Trump no segundo semestre do ano passado, foi "a coisa mais estranha" que presenciou em sua carreira. Nadella esteve participando da Code Conference, evento de tecnologia de Beverly Hills, nos Estados Unidos, na segunda-feira, 27.

Nadella admitiu que a negociação pelo TikTok não partiu da Microsoft, mas sim do próprio aplicativo. Na ocasião, o TikTok era fustigado por Trump, que impôs que a ByteDance, controladora do aplicativo, vendesse seus ativos nos Estados Unidos para uma empresa americana. Caso não o fizesse, o TikTok correria o risco de ser banido em setembro de 2020. As tratativas começaram em agosto, mas, no mês seguinte, a Microsoft desistiu da operação.

"O TikTok estava preso em uma série de problemas e queria ser parceiro", disse o presidente da Microsoft, segundo reportagens do site The Verge e do canal de notícias CNBC. De acordo com Nadella, a ByteDance buscava inicialmente um provedor de serviços em nuvem com sede nos Estados Unidos que garantisse segurança dos dados e acalmasse o presidente, que acusava a empresa de vender informações de usuários americanos do TikTok ao governo chinês.

Para Nadella, Trump logo perdeu o interesse no negócio, ainda que não saiba qual foi o motivo exato para isso."Acho que o presidente Trump tinha um ponto de vista individual sobre o que ele estava tentando fazer e simplesmente desistiu", afirmou. O CEO da Microsoft ainda afirmou que não compraria o TikTok caso surgisse a oportunidade novamente.

No lugar da Microsoft, a Oracle acabou sendo escolhida para a transação. A empresa adquiriria 12,5% da TikTok Global, empresa com sede nos Estados Unidos. A negociação envolveria ainda a varejista Walmart, que teria uma participação menor. O acordo ficou em suspenso durante a eleição presidencial e esfriou após a eleição de Joe Biden, que revogou as decisões de Trump em relação à ByteDance e arquivou a parceria.

Estadão
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