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Tidal estaria atrasando pagamentos para gravadoras

17 mai 2018
11h51
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O Tidal, serviço de streaming musical que tem Jay-Z como um de seus principais colaboradores, estaria devendo altas somas de royalties para gravadoras. As informações foram publicadas por um jornal da Noruega, país sede da empresa, e apontam que os pagamentos estariam retidos há, pelo menos, seis meses, com três das principais empresas da indústria fonográfica mundial na lista de credores.

Tidal
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Foto: Canaltech

A interrupção nos pagamentos seria mais um reflexo dos amplamente negados problemas financeiros que a companhia estaria enfrentando. Com um número baixo de assinantes, a companhia teria um fluxo de caixa bastante baixo, que estaria sendo usado para financiar suas operações. E quando não há dinheiro, claro, alguns boletos precisam deixar de serem pagos.

O atraso nos pagamentos foi confirmado pela Phonofile, subsidiária da Sony na Noruega que trabalha com mais de mil artistas e bandas independentes. De acordo com seus representantes, a empresa não estaria recebendo pagamentos do Tidal desde outubro do ano passado, uma situação que se repetiria em outras corporações do território.

Tanto tempo sem pagamentos, claro, deve aumentar ainda mais os problemas e, de acordo com a Phonofile, ela e outras gravadoras estariam cogitando remover seus artistas do portfólio do Tidal. O ato, se confirmado, tornaria uma situação já ruim em algo ainda pior, uma vez que, sem músicos de renome, as tais dificuldades para fazer crescer o total de assinantes do serviço se tornaria ainda pior.

Os relatos de problemas no Tidal não são recentes. Em dezembro do ano passado, por exemplo, veio à público a informação de que a companhia estaria prestes a abrir falência, tendo fluxo de caixa suficiente para operar por mais apenas seis meses - não coincidentemente, esse é o período aproximado pelo qual o serviço deixou de pagar royalties para os artistas.

Mais do que isso, a companhia também foi acusada de realizar cobranças indevidas nos cartões de crédito de ex-assinantes e de inflar seu número de membros como forma de passar uma imagem diferente - e mais positiva - de sua real situação. Em todos estes casos, o Tidal negou as afirmações e disse ser alvo de uma campanha de disseminação de informações negativas que vem desde sua fundação, em 2016.

A interrupção no pagamento de royalties, se confirmada, seria uma grande mancha na reputação de um serviço que nasceu, justamente, promovendo a correta compensação dos músicos. A plataforma foi lançada por Jay-Z em uma época na qual o Spotify, principal serviço de streaming do mercado, apanhava bastante na imprensa justamente pelo baixo repasse aos artistas. Muitos nomes de peso, como Taylor Swift, Beyoncé e o próprio rapper retiraram suas faixas de tais plataformas em sinal de protesto, as tornando exclusivas do Tidal e somente retornando quando novos contratos foram firmados com as gravadoras.

O serviço musical está disponível no Brasil e não possui opção gratuita, funcionando exclusivamente com assinaturas. São duas categorias: a Premium custa R$ 16,90 e oferece qualidade de som padrão, enquanto a HiFi traz áudio de alta fidelidade por R$ 33,80 ao mês.

Canaltech Canaltech

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