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Malware recém-descoberto se esconde em roteadores e espiona internautas

13 mar 2018
09h03
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Pesquisadores da Kaspersky Lab acabaram de identificar um novo malware que, ao que tudo indica, foi produzido por forças governamentais de algum país para manter um programa de vigilância sobre determinadas regiões. O vírus, que foi batizado internamente como Slingshot, já se escondia há seis anos e possui uma estrutura extremamente complexa e profissional, de acordo com os especialistas que o analisaram. Do ponto de vista técnico e científico, o script é praticamente uma obra de arte do cibercrime.

O mais impressionante é que o Slingshot não infecta o computador, mas sim o roteador, espalhando-se pela rede através desse periférico desprotegido. Através da conexão sem fio, o malware passa a enviar módulos para os PCs que precisam ser espionados, incluindo um pacote que é instalado direto no kernel do sistema operacional e outro que se mantém na camada do usuário. Esses diferentes módulos se comunicam entre si, trocam informações e enviam os dados coletados para o criador do vírus.

Uma vez que tenha tomado controle da máquina, o Slingshot é capaz de registrar praticamente toda e qualquer atividade, incluindo dados da área de transferência, screenshots, logs do teclado, senhas, informações da rede e arquivos guardados em uma mídia USB. Caso seja ameaçado por antivírus ou por uma solução forense, o malware desativa alguns de seus módulos temporariamente, tornando-se invisível — e essa foi a causa da demora para identificá-lo.

Diagrama de funcionamento do Slingshot (Reprodução: Kaspersky)
Diagrama de funcionamento do Slingshot (Reprodução: Kaspersky)
Foto: Canaltech

De acordo com a Kaspersky, as mensagens de debug do script malicioso foram escritas em um inglês perfeito, sugerindo que quem o desenvolveu domina tal idioma. A maioria dos roteadores infectados foram encontrados no Quênia e no Iémen, mas também foram identificadas atividades no Afeganistão, na Líbia, no Congo, na Jordânia, na Turquia, no Iraque, no Sudão, na Somália e na Tanzânia.

Canaltech Canaltech

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