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Jovens abandonam o Facebook e usam o WhatsApp para acessar notícias

14 jun 2018
11h58
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Em mais um episódio da saga "os jovens estão abandonando o Facebook", uma pesquisa apontou que o público mais novo está deixando a rede social quando o assunto é o noticiário, preferindo se informar pelo WhatsApp. Essa é a constatação de uma pesquisa feita pela Reuters, que pintou um panorama, ao mesmo tempo, pacífico, mas também perigoso quando o assunto é o compartilhamento de informações.

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Foto: Canaltech

De acordo com os dados do estudo, a queda de público buscando por notícias no Facebook é de 20% entre o público mais jovem e de 9% quando se leva em conta todas as faixas etárias. É uma redução contínua, de acordo com a Reuters, mas que atingiu seu maior crescimento entre o final do ano passado e o começo deste, quando o estudo foi realizado, na mesma medida em que cresce a utilização de mensageiros e seus grupos privados para compartilhamento de informação.

O motivo para isso é simples: as pessoas estão buscando espaços mais privados para conversarem sobre fatos do cotidiano e expressarem suas opiniões. As publicações abertas do Facebook, muitas vezes, levam a um enfrentamento que não é desejável para a maioria das pessoas, que preferem discutir sobre tais assuntos com pessoas que confiam, como amigos ou familiares, em vez de fazer isso em um palco aberto e acessível a todos.

O WhatsApp acaba sendo o mais utilizado para isso, o que torna a notícia menos negativa para o Facebook como empresa, que também é dono do mensageiro. O estudo ainda mostrou que muita gente acaba até buscando links e notícias em páginas da rede social, mas acaba realizando o compartilhamento e os comentários de maneira privada, o que reduz os números de engajamento na plataforma.

O dado é negativo, ainda, para os órgãos de imprensa, que também são vistos com cada vez mais descrença pelos usuários de internet. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 34% dos participantes da pesquisa afirmaram confiar nos veículos da mídia tradicional, uma redução de 4% em relação a dados do ano anterior.

Essa confiança também varia de acordo com o alinhamento político. Para os que estão à direita, nomes como Fox News e Breitbart são considerados os mais confiáveis, enquanto, à esquerda, a CNN dominou a lista de citações. De maneira geral, entretanto, o Wall Street Journal foi o mais citado entre todas as visões declaradas pelos respondentes da pesquisa.

Os participantes também afirmaram uma tendência a dar maior credibilidade para as notícias quando são compartilhadas por amigos e familiares, em relação àquelas recebidas por outras maneiras. É um aspecto que faz sentido, levando em conta questões de alinhamento político, mas que também abre as portas para maior disseminação de fake news e criação de bolhas de discussão e opinião.

A pesquisa da Reuters foi feita em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e contou com a participação de 74 mil pessoas em diferentes países.

Canaltech Canaltech

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