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Itaú implementa blockchain em operações bancárias para pessoas jurídicas

9 fev 2018
11h43
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No começo desta semana, o Itaú Unibanco anunciou que começou a utilizar a blockchain, principal tecnologia por trás das criptomoedas, em suas operações financeiras. Isso não quer dizer que o banco passou a usufruir de transações com base em moedas virtuais, não. Afinal, elas ainda não foram regularizadas no Brasil e, portanto, continuam não obedecendo às regras de autoridades financeiras nacionais.

Itau unibanco
Itau unibanco
Foto: Reprodução / Canaltech

Todavia, a funcionalidade por trás da blockchain chamou a atenção da instituição e passará a ser utilizada por ela sob o título de Blockchain Collateral. Segundo o banco, a proposta de implementar a tecnologia "tem por objetivo proporcionar mais agilidade, transparência e rastreabilidade no processo de chamada de margem", que é uma solicitação e contribuição de garantias de derivativos de balcão.

Assim, seguindo os protocolos, a blockchain ajudará a melhorar a eficiência do cálculo do valor a ser aportado. Nesses controles feitos periodicamente, os bancos negociam garantias, mitigando riscos de crédito para proteção contra variações desfavoráveis do mercado.

As blockchains são sistemas de registros de variados tipos de informações que ocorrem de maneira distribuída, garantindo segurança nas transações realizadas por criptomoedas - de maneira criptografada e verificável. Como o nome sugere, elas são formadas por blocos, que não são grandes em tamanho, mas transacionam com frequência e, portanto, aumentam o volume de tráfego.

Para o diretor de operações do Itaú Unibanco, Cristiano Cage, essa tecnologia é que a instituição irá apostar por conta da segurança e da criptografia que ela tem, "além da forma transparente com que as transações podem acontecer, o que dá maior visibilidade para todos os integrantes". O banco é o primeiro no Brasil a implantar uma solução com base nesse recurso.

Canaltech Canaltech

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