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Funcionário do Facebook é demitido após perseguir mulheres online

2 mai 2018
15h06
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O Facebook confirmou na tarde de ontem (1) a demissão de um funcionário acusado de abusar de seus privilégios para perseguir mulheres dentro da própria rede social. As informações são da NBC. O engenheiro de software, cujo nome não foi divulgado, estaria se aproveitando de seu poder de "vasculhar" livremente o banco de dados do serviço para encontrar perfis de mulheres cadastradas no Tinder e assediá-las através do Messenger.

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Foto: Quartz / Canaltech

Quem denunciou tal situação perturbadora pela primeira vez foi Jackie Stokes, fundadora da empresa de segurança Spyglass Security. Na segunda-feira (30), Jackie publicou uma série de tweets afirmando ter evidências de tais perseguições e até mesmo divulgou uma captura de tela na qual uma mulher (igualmente não-identificada) é assediada pelo funcionário, que se auto-descreve como um "perseguidor profissional".

"Eu também tento adivinhar quem são os hackers na vida real… Então sou um perseguidor profissional. E, por força do hábito, eu tenho que dizer que você é difícil de encontrar", afirma o empregado. Como resposta, ele recebe o seguinte questionamento: "Então é isso que você tá fazendo agora mesmo? Tentando me perseguir na internet?". A captura de tela não exibe o desenrolar da conversa.

À NBC, Alex Stamos, diretor técnico de segurança do Facebook, afirmou que a empresa está investigando o caso com urgência. "É importante que as informações das pessoas se mantenham seguras e privadas quando elas usam o Facebook. É por isso que nós temos controles de políticas estritos e restrições técnicas para que os empregados só possam acessar os dados que eles precisam para fazer seus trabalhos — por exemplo, consertar bugs, resolver problemas do atendimento ao consumidor ou responder requisições legais. Empregadores que abusarem desses controles serão demitidos", afirmou o executivo.

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