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​É preciso falar sobre reposicionamento e mindset em estratégia de dados

19 dez 2017
10h12
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* Por Cristina Brisola

Analytics
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Foto: Canaltech

A era digital pode ser chamada também de era do cliente, que espera das empresas com as quais se relaciona, experiências únicas e soluções customizadas. Uma predição do Gartner aponta que, até 2020, 40% de todos os projetos de TI que envolvam análise de dados estarão relacionados a essa demanda. Em outras palavras, a estratégia de negócios das companhias passará a ser definida pelo uso inteligente das informações, de forma a fidelizar clientes e ganhar competitividade no mercado.

Mais do que armazenar as informações, captadas diariamente por centenas de milhares de fontes, estou falando de uma cultura empresarial que utiliza os dados para inserir, verdadeiramente, as organizações na era digital. Atualmente todos falam em transformação, querem entrar de cabeça no mundo digital e partir direto para a discussão de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial e IoT. Mas a questão é que a mudança deve passar antes por um pacote completo de reposicionamento cultural e de mindset.

Muita gente fala sobre analytics sem saber utilizar e trabalhar corretamente os dados. A adequada comunicação da estratégia de dados demanda software e uma vertente de conhecimento chamada ciência de dados, que engloba o domínio de métodos e processos científicos para auxiliar a extração de insights estratégicos da base de dados armazenada. E não estamos falando apenas da ciência de dados, e sim de todo o histórico acumulado por anos de experiência no mercado de tecnologia, de saber exatamente como utilizar o banco de informações registradas e conseguir extrair boas ideias para o negócio.

Neste momento, precisamos pensar em materialização de projetos que sigam uma cronologia: primeiro entender a real necessidade do cliente, depois cruzar todas as informações provenientes das mais diversas fontes e, por fim, com a ajuda de softwares e profissionais preparados, aplicar as soluções. É assim que saímos do etéreo e começamos a falar de casos de sucesso.

O primeiro passo para uma estruturação estratégica é coordenar os dados. A unificação via software das informações espalhadas dentre as mais diversas áreas das empresas vai criar o data lake, um repositório de informações estruturadas e não estruturadas que vai servir de base para o trabalho do cientista de dados.

Além do conhecimento de negócios do ser humano, a necessidade de ferramentas que organizem e façam a leitura do volume de dados é de extrema importância. São mecanismos que diminuem o intervalo de tempo de processamento de dados, ao mesmo tempo em que viabilizam o início do planejamento de negócios e novos comandos considerando inteligência artificial e IoT, por exemplo. Com o tempo, vamos falar de smart data centers, com processamento de dados automatizado em uma camada constante de analytics.

O mercado de tecnologia está se organizando, cada vez mais, em ecossistemas estratégicos, por dois principais motivos. O primeiro é focado no cliente. Ele busca um único ponto de contato para fazer o gerenciamento entre as diversas soluções, ferramentas e serviços necessários. Nesse momento, os integradores entram como os responsáveis em fornecer as melhores práticas e produtos no mercado. E o segundo está relacionado justamente à pulverização do conhecimento e soluções e à comunicação com o mercado.

Os CIOs estão em meio à toda discussão sobre transformação do mercado, pois são eles que seguem em busca do reposicionamento estratégico. Já há alguns anos, os executivos vêm trabalhando para posicionar a TI muito mais como uma parceira do negócio e menos como centro de custos. Eles não podem, de forma alguma, se perder entre tantos dados e processos.

Mas é o profissional quem deve buscar estar mais próximo das áreas de produtos e comerciais da empresa, para trazer resultados financeiros que auxiliem e deem respaldo à estratégia de dados e ao posicionamento digital da organização. Além disso, são eles que podem projetar as empresas em que atuam e a própria imagem como influenciadores de mercado. Por isso, devem fomentar temas como inovação e futuro, trabalhando conceitos como agile, que fazem parte do processo de disrupção.

* Cristina Brisola é country manager da Hitachi Vantara LATAM

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