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"Não há mais sentido em alterar texto do Marco Civil", diz relator

1 fev 2013
11h57
atualizado às 16h25
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O relator do projeto de lei do Marco Civil da Internet, Alessandro Molon (PT-RJ), afirmou nesta sexta-feira que não pretende mais fazer alterações no texto da proposta. "Não há mais sentido em buscar alteração. O texto já foi discutido à exaustão", afirmou ao Terra durante participação na Campus Party Brasil, que vai até domingo, em São Paulo. O Marco Civil da Internet é considerado uma espécie de "Constituição" da rede, que estabelece direitos e deveres de empresas, governo e usuários.

Deputado palestra durante o evento nesta sexta-feira
Deputado palestra durante o evento nesta sexta-feira
Foto: Divulgação

Com o fim do recesso parlamentar nesta sexta-feira, o deputado espera que o projeto entre logo na pauta da Câmara e seja votado ainda no primeiro semestre. Na segunda-feira a Câmara escolhe a nova Mesa Diretora. "Assim que for eleito o novo presidente, pedirei para que o projeto entre na pauta", disse Molon.

A discussão do projeto no Congresso, no entanto, é polêmica. No ano passado, a votação da proposta no plenário da Câmara foi adiada por seis vezes, a última delas no começo de dezembro. A principal polêmica diz respeito à questão da neutralidade na rede, que proíbe que os provedores de internet ofereçam velocidades diferentes para cada tipo de serviço. A medida protege o usuário de ter a velocidade de conexão diminuída por interesses econômicos das provedoras de acesso.

Molon afirmou que a pressão para impedir a aprovação do projeto "vêm de fora para dentro". Eu vim para a Campus Party para despertar a mobilização sobre o projeto. A força tem que vir de fora para dentro, porque as forças contrárias também vêm de fora para dentro e têm impedido a mobilização", afirmou. "O Congresso precisa decidir se vai ficar do lado do usuário ou das empresas de telefonia", disse.

Campus Party Brasil 2013
A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.

A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.

Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.

O Terra cobre o evento direto do Anhembi Parque e, além do canal especial Campus Party Brasil 2013, os internautas podem acompanhar as novidades pelo blog Direto da Campus. Para seguir a festa pelo Twitter, basta acompanhar a hashtag oficial do evento, #cpbr6.

 

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Fonte: Terra
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