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Campus Party

Campus Party apresenta inovações tecnológicas em MG

Diego Torres / Especial para Terra

Mais de 4 mil campuseiros já estão em Belo horizonte para um dos maiores eventos em tecnologia e inovação do mundo

1 nov 2017
18h16
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Promover o encontro entre empreendedores e especialistas em tecnologia, internet e inovação e o público geek. Esse é um dos principais eixos de atuação da Campus Party Minas Gerias que acontece entre 1 e 5 de novembro na Expominas, em Belo Horizonte.

Mais de 4 mil campuseiros já estão em Belo horizonte para um dos maiores eventos em tecnologia e inovação do mundo.
Mais de 4 mil campuseiros já estão em Belo horizonte para um dos maiores eventos em tecnologia e inovação do mundo.
Foto: Diego Torres / Especial para Terra

São esperados pelo menos 4 mil campuseiros para acompanhar palestras, wokshops e hackatons de nomes referências em inovação, como Nolan Bushel, criador do videogame Atari e Luiz Gabriel Tiago, brasileiro indicado ao Prêmio Nobel e conhecido como o “sr. Gentileza”.

A Campus Party Minas Gerais está na sua segunda edição e, neste ano, tem a parceria do Governo do Estado. As atividades oferecidas ao público somam mais de 250 horas de atividades e prometem incentivar e difundir o conhecimento em tecnologia. Em 2017 a Campus completa 20 anos desde sua primeira edição. Países como Espanha, Holanda, Alemanha, Argentina, México, Reino Unido, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador já receberam campuseiros e promoveram o compartilhamento de conhecimento em inovação.

Millenials e Investimento Social

O presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, conversou com o Terra e deixou evidente que o desejo da organização é promover, cada vez mais, o espírito empreendedor de seus participantes.

O presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia
O presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia
Foto: Diego Torres / Especial para Terra

Italiano e bem humorado, Francesco é esperançoso com o futuro e mais especificamente os millenials. “Estamos muito felizes com essa edição aqui em Minas Gerais e estamos muito felizes com o resultado disso. O povo mineiro é extremamente empreendedor e o exemplo de Juscelino Kubitcheck mostra bem isso. Temos aqui uma das mais atuantes comunidades de start ups e pessoas buscando inovar em suas áreas.”

Criar um modelo de negócio que também interfira no modo de vida de pessoas simples e mais humildes e com menos acesso a tecnologia também será abordado na feira. A inquietude fica evidente quando Francesco fala do jovem brasileiro. “Fizemos Campus Party em todo o mundo e a vontade do brasileiro é singular. A necessidade faz com que esse povo pense cada vez mais em soluções voltadas para a mudança de uma realidade social. A tecnologia motiva esse jovem que, infelizmente, se não agirmos acaba sendo levado para a criminalidade”, afirma.

Uma caravana de Janaúba, município mineiro que foi palco de uma das maiores tragédias de que se tem noticiado nos últimos anos é aguardada para esta edição da feira. Mais de 300 pessoas aproveitarão as novidades do mundo tecnológico e as palestras oferecidas. A participação de estudantes do interior de Minas Gerais, aliás, deve ser outro fator marcante da Campus. Pelo menos a metade dos campuseiros virão de outras cidades mineiras. A outra metade é formada por gente de todo o país.    

De boia-fria e criador de robô

O paranaense e ex-boia fria, Alexandre de Souza
O paranaense e ex-boia fria, Alexandre de Souza
Foto: Diego Torres / Especial para Terra

Inovação é a palavra de ordem na CPMG2, mas engana-se quem pensa que as soluções imaginadas pelos expositores busca apenas o fechamento de negócios. A tecnologia social também é uma preocupação da organização do evento. A prova disso pode ser contada por Alexandre de Souza.

Paranaense e boia fria até os 8 anos, ele teve contato primeiro com robótica como a maioria dos amigos de profissão: desmontando os equipamentos eletrônicos em casa. Hoje, entre seus clientes estão a Intel, TV Globo e até a Disney. “Quando  radinho de pilha da minha mãe acabava a pilha eu já corria para desmontar. Tinha de ser rápido, antes dela trocar”, brinca. Hoje, Alexandre está em sua 15ª Campus e, na maioria delas, com uma réplica do Homem de Ferro que funciona como computador.

“Eu sempre trago ele porque deixei de trazer uma vez e me assustei com a quantidade de gente perguntando por ele.” A afirmação de Alexandre faz todo sentido. Em pouco mais de 15 minutos de entrevista, não houve um minuto sem que alguém chegasse em seu stand para tirar uma foto com o personagem da Marvel.

E, se depender, de Alexandre a robótica e a tecnologia estarão garantidas por mais algumas gerações. Quando não está montando e desmontando seus aparelhos para os eventos para os quais é convidado, ele dá aula para crianças da rede pública em Pato Branco, no Paraná. Ele não sabe ao certo a quantidade de alunos, mas estima que nos últimos três anos, aproximadamente 3 mil crianças com idade entre 6 e 11 anos já tiveram aula de robótica com ele. “A Campus Party é extremamente importante porque ela permite a troca de experiências entre os empreendedores e quem está o tempo todo pensando em inovação.

Alexandre de Souza (esquerda) e Francesco Farruggia (direita), presidente do Instituto Campus Party
Alexandre de Souza (esquerda) e Francesco Farruggia (direita), presidente do Instituto Campus Party
Foto: Diego Torres / Especial para Terra

Programação

Entre os palestrantes o público vai poder conhecer um pouco mais da história de Nolan Bushell, engenheiro eletrônico criador de um dos primeiros videogames de sucesso em escala global, o Atari; Marco  Palhares, representante brasileiro da empresa pioneira em turismo espacial; Carlos Candido, mestre em engenharia elétrica coordenador de um projeto que combate o mosquito da dengue com o uso de drones; Lorrana Scarpioni, CEO e cofundadora da Bliive, rede global de troca de tempo; Dado Schneider, doutor em comunicação com trabalho voltado para aproximar a tecnologia dos idosos; Marcos Beto, criador de uma plataforma “faça você mesmo” que permite a integração entre pessoas com deficiência e projetistas de próteses.

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Fonte: Especial para Terra
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