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Bitcoin é "alternativa de investimento", diz banco central da China

Marcando mudança de postura, vice-presidente do banco central chinês chamou bitcoin (BTC) de "alternativa de investimento"

19 abr 2021
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Pequim vem reprimindo as negociações com bitcoin (BTC) há quase quatro anos e sempre demonstrou uma visão muito crítica sobre o criptoativo. Agora, o banco central chinês (People's Bank of China) chamou a criptomoeda de "alternativa de investimento", marcando uma importante mudança de postura diante da moeda digital.

Banco central da China muda de postura e reconhece bitcoin como "alternativa de investimento"
Banco central da China muda de postura e reconhece bitcoin como "alternativa de investimento"
Foto: RABAUZ/Pixabay / Tecnoblog

O novo comentário veio de Li Bo, vice-presidente do banco central da China. Neste último domingo (18), ele falou durante um painel organizado pela rede CNBC no Boao Forum for Asia. O comentário foi muito bem recebido pelo mercado de criptomoedas, indicando que o governo chinês possa tomar medidas regulatórias menos conservadoras.

"Consideramos o bitcoin e as stablecoins como criptoativos... São alternativas de investimento", disse Bo durante o evento. "Eles não são moedas por si só. O principal papel que vemos para esses ativos daqui para frente são como alternativas de investimento".

A fala foi tida como uma legitimação dos investimentos em criptomoedas por parte do banco central chinês. A notícia foi um dos fatores externos que ajudaram na recuperação do bitcoin após a sua maior queda diária desde fevereiro neste final de semana. O preço da criptomoeda chegou aos US$ 57 mil nesta segunda-feira (19), de acordo com o índice CoinDesk.

China combate o bitcoin desde 2017

Em 2017, a China começou a tomar medidas para limitar e reprimir o bitcoin no país. Naquele ano, o governo chinês fechou as bolsas locais de criptomoedas por preocupações com a estabilidade do atual sistema financeiro.

"Muitos países, incluindo a China, ainda estão investigando e pensando sobre quais são as necessidades regulatórias. Mesmo que mínima, precisamos ter algum tipo de regulamentação para evitar que a especulação de tais ativos criem qualquer risco sério para a estabilidade financeira", disse Bo.

Ele acrescentou que as medidas tomadas até agora serão mantidas. Porém, o mercado espera que as próximas regulamentações de criptomoedas na China tenham uma abordagem diferente.

Indústria espera postura menos conservadora

Em entrevista à CNBC, Flex Yang, CEO e fundador da empresa de serviços financeiros Babel Finance, afirmou que o comentário de Li Bo foi "progressista". Já Vijay Ayyar, chefe de desenvolvimento de negócios da bolsa de criptomoedas Luno, acredita que a declaração "é bastante significativa e é definitivamente diferente de suas posições anteriores sobre criptomoedas".

"Os governos estão percebendo que é uma classe de ativos viável e consolidada, embora ainda em crescimento, e que precisa de regulamentações", afirmou Ayyar. Para ele, criar regras e não proibições na China seria "outro grande impulso para a indústria no país e globalmente", o que teria motivado a mudança de postura do banco central chinês.

China está lançando sua própria criptomoeda

Atualmente, a China é o país mais próximo de consolidar uma criptomoeda do banco central (CBDC). O iuan digital já está em uma fase piloto, sendo distribuído à população de maneira controlada enquanto as instituições financeiras estatais se adequam a um novo sistema de pagamentos eletrônicos.

O objetivo não é criar uma criptomoeda como o bitcoin, mas sim substituir o dinheiro físico em circulação. O foco da CBDC chinesa são os pagamentos, com planos de até mesmo criar um sistema simplificado de transações transfronteiriças.

A China vem realizando uma série de testes com a moeda digital nas principais cidades. Bo também afirmou que o banco central tem planos para testar sua CBDC com visitantes estrangeiros durante as Olimpíadas de Inverno em Pequim em 2022.

Com informações: CNBC

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