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Bitcoin despenca após China exigir bloqueio de transações com criptomoedas

Bitcoin e outras criptomoedas despencam após China emitir novo comunicado contra transações com moedas digitais

21 jun 2021 19h11
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O banco central da China emitiu um comunicado nesta segunda-feira (21) direcionado às principais instituições financeiras do país, exigindo que todas as transações e serviços que envolvam criptomoedas sejam suspensos imediatamente. A proibição se tornou oficial em meados de março, mas o aviso de hoje reforçou o sentimento negativo sobre o mercado, fazendo que o bitcoin (BTC), ether (ETH) e outros dos principais ativos digitais despencassem.

Bitcoin despenca após comunicado anti-criptomoedas do governo chinês
Bitcoin despenca após comunicado anti-criptomoedas do governo chinês
Foto: Hawksky/Pixabay / Tecnoblog

De acordo com o comunicado do Banco Popular da China (PBOC), os bancos não devem fornecer produtos ou serviços, como a negociação, compensação e liquidação para transações envolvendo criptomoedas. O governo chinês também destacou que essas instituições precisam identificar as contas vinculadas a exchanges de ativos digitais e casas de câmbio e suspender suas atividades.

Mesmo que essa proibição na China sobre as criptomoedas já tenha sido aprovada a cerca de um mês, o que levou a uma desvalorização de US$ 750 bilhões no valor de mercado das moedas digitais, o PBOC se dirigiu a instituições específicas no novo documento. Foram notificados os principais nomes das finanças chinesas: O Banco Industrial e Comercial da China, Banco Agrícola da China, Banco da Construção, Banco Postal de Poupança, Banco Industrial e a plataforma de pagamentos Alipay (China).

Bitcoin e principais criptomoedas despencam

Com o ultimato, os preços dos principais ativos digitais despencaram hoje. O bitcoin, a maior e mais importante criptomoeda, caiu cerca de 10% nas últimas 24 horas, sendo negociado pelo mínimo de US$ 31,7 mil nesta manhã, de acordo com o índice CoinDesk. O recorde do ativo é de quase US$ 65 mil, atingido na metade de abril. Desde então, as medidas proibicionistas e os desligamentos de instalações de mineração da moeda digital na China vêm puxando seu preço para baixo.

Junto ao bitcoin, o ether (ETH), a segunda maior criptomoeda do mercado e nativa do blockchain da Ethereum, também vem sofreu uma forte queda hoje. O ativo perdeu cerca 15% de valor nas últimas 24 horas, sendo negociado por menos de US$ 1.900 na manhã de hoje. Trata-se da primeira vez desde 23 de maio que a moeda caia para abaixo dos US$ 2 mil.

As autoridades monetárias e fiscais da China acreditam que as criptomoedas sejam arriscadas. Após reuniões entre diversos órgãos do governo, o PBOC concluiu que as transações e serviços que envolvem moedas digitais representam uma via que facilita transações internacionais ilegais e a lavagem de dinheiro. Além disso, seu uso como ativo financeiro seria uma ameaça à ordem econômica e financeira.

O documento emitido hoje também especifica que todas as instituições alertadas concordaram em acatar às novas diretrizes do banco central chinês. O Banco Postal de Poupança, a plataforma de pagamentos Alipay e o Banco Agrícola da China já publicaram declarações dizendo que vão proibir serviços e transações com criptomoedas.

China fecha centros de mineração de BTC

Mineração de bitcoin
Mineração de bitcoin
Foto: Consulting 24/Flickr / Tecnoblog

Além do mais recente comunicado repreendendo os ativos digitais na China, o preço do bitcoin também foi afetado pela onda de repressão aos mineradores no país, que fez a taxa de hash mundial da criptomoeda cair em pelo menos 25% ao longo do final de semana. Na última sexta-feira, o governo da província chinesa de Sichuan, uma das principais áreas de mineração de bitcoin no país devido à grande oferta de energia hidroelétrica, emitiu uma ordem para suspender o fornecimento de eletricidade para 26 instalações locais dedicadas à extração do ativo.

Fontes privilegiadas de dentro do governo de Sichuan contaram ao Global Times que se estima que até 90% das atividades de mineração de bitcoin na China sejam fechadas. Com a taxa de hash afetada, o blockchain, a rede que sustenta as operações da criptomoeda, enfraquece e a disponibilidade de novas unidades do ativo se torna ainda mais restrita.

Com informações: CNBC, CoinDesk

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