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Beats quer provar que fone de ouvido grande ainda tem espaço

Quinta geração do mais conhecido produto da empresa aposta no cancelamento de ruído

21 jan 2020
17h47
atualizado em 22/1/2020 às 11h03
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Moda no início dos anos 2010, a onda dos fones de ouvido grandes (headphone) parece ter passado, dando espaço para os earbuds - os pequenos fones sem fio, que funcionam via Bluetooth e se encaixam nas orelhas das pessoas por aí. Mas isso não significa que o mercado vá para caminhar para um único tipo de aparelho auricular. Marca que tornou os "fones grandalhões" em acessório da moda, a Beats quer mostrar o modelo que lhe deu fama, o Solo Pro, ainda pode ser símbolo de estilo. Nesta terça-feira, 21, a empresa lançou no País a quinta geração do Solo Pro, que custará R$ 2,5 mil.

"Reconhecemos que os AirPods mudaram o mercado. Os fones maiores terão que coexistir com essa categoria. Acreditamos que serão produtos complementares", disse um porta-voz da companhia ao Estado, em passagem pelo Brasil. Comprada pela Apple em 2012 por US$ 3 bilhões, a Beats imagina que as pessoas terão mais de um tipo de fone de ouvido - a categoria Solo seria voltada para quem quer curtir música em situações mais relaxadas. Já os AirPods ou a linha PowerBeats Pro seriam reservadas, por exemplo, para academia e atividades físicas. "Reconhecemos que o tamanho do mercado para fones maiores é menor agora, mas ainda temos uma base muito forte", disse.

Solo 5 chega ao Brasil por R$ 2,5 mil 
Solo 5 chega ao Brasil por R$ 2,5 mil
Foto: Beats/Divulgação / Estadão Conteúdo

Com 30 milhões de unidades da linha Solo Pro vendidas até hoje, o novo modelo quer manter seus usuários distantes do barulho do mundo lá fora. Para isso, tem um sistema de cancelamento de ruído complexo. Há microfones externos monitorando o ambiente em tempo real, medindo não apenas a intensidade dos barulhos, mas as frequências mais ativas nele. Outros dois microfones monitoram os ruídos que chegam ao ouvido do usuário.

O filtro, então, considera o ruído percebido e ajusta o cancelamento em tempo real, com auxílio de algoritmos - é uma lógica diferente de fones que usam um filtro fixo, que cancela sempre as mesmas frequências.

O acessório tem um chip extra em relação aos AirPods Pro, modelo de earbuds mais recente da Apple e que traz como diferencial justamente o cancelamento de ruído. Segundo a empresa, o Solo Pro 5 monitora o ambiente 50 mil vezes por segundo, enquanto esse valor seria de 200 nos foninhos da Apple. O impacto desse sistema é sentido na bateria: com o uso do cancelamento de ruído, ela dura 22 horas. Quando o sistema está desativado, é possível atingir até 40 horas de autonomia. Mas basta usar um carregador de 5 watts, para conseguir 3 horas de bateria com apenas 10 minutos de carga, promete a empresa.

O sistema de algoritmos também detecta o nível de vazamento sonoro causado por diversos fatores, como brincos, óculos, cabelo e piercings, por exemplo. Para ser eficiente, um fone do tipo precisa ser o mais grudado possível nas orelhas, mas todos esses elementos podem causar vazamentos de som, que são detectados e suavizados. Os dois microfones internos são os responsáveis por monitorar esses ruídos e o vazamento do som. Além disso, também permitem identificar a música ouvida pelo usuário para que o cancelamento não afete as frequências da gravação.

Isso, porém, não significa que o usuário vai ouvir músicas como os seus criadores imaginaram. O Solo Pro não é um fone de referência - ou seja, não preserva as frequências exatamente como os artistas produziram no estúdio. Se você planeja mixar e produzir música, esse fone não é para você. O Solo vem com uma equalização de fábrica, que realça as frequências da maneira como os engenheiros da empresa imaginam fará a música soar melhor.

"A cada geração do Solo, a sonoridade dele muda acompanhando aquilo que é mais popular na música", disse o executivo. O primeiro Solo não soa como o atual. "No começo havia muito grave para tocar os graves sintéticos de estilos como hip-hop e dubstep. Hoje, ele está ajustado para frequências médias, mais presentes na música pop", falou.

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Estadão
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