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Bancos criam rede para compartilhar dados e evitar fraudes no Brasil

Nove bancos no Brasil compartilham dados de clientes para evitar fraudes...

12 jun 2019
17h10
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A Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional foi criada nesta quarta-feira (12) e já conta com a participação de nove bancos: Bradesco, Banrisul, Banco do Brasil, Caixa, Banco Original, Itaú, JP Morgan, Santander e Sicoob, segundo a Folha.

Foto: TecMundo

O objetivo da Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional é manter uma base de dados conjunto e atuar na prevenção de fraude bancária. De início, apenas a identificação de dispositivos móveis roubados será compartilhada e, por isso, essa rede terá um custo zero para os bancos, já que será bancada pela CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos).

Em breve, novas funcionalidades serão adicionadas e, para isso, será necessário um investimento dos próprios bancos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também fez parte do desenvolvimento da rede blockchain. A nova rede é o primeiro passo para o desenvolvimento de pagamentos instantâneos e do open banking entre instituições, diz a Folha.

A Rede vai funcionar da seguinte maneira: se um cliente dos bancos envolvidos tiver o celular roubado, após o informe, toda a rede será avisada — o contrário, em caso de recuperação, também acontece. A ideia é que isso pode ajudar a prevenir fraudes futuras.

Se um banco participante não tiver tecnologia de blockchain, ele ainda poderá inserir os dados via API (Interface de Programação de Aplicativos). Outros bancos e até fintechs, como Nubank e Neon, podem entrar na rede blockchain se tiverem interesse.

"Essa é mais uma ferramenta para os algoritmos de segurança dos bancos. Com ela, o volume de fraudes via celular vai cair drasticamente", afirma Leandro Vilain, da Febraban. Joaquim Kawakama, superintendente-geral da CIP, adiciona: "Temos uma fintech que conseguiu realizar mil transações por segundo com blockchain, mas isso é muito pouco. De modo a viabilizar o pagamento instantâneo, é necessário o processamento de, no mínimo, 20 mil transações por segundo".

TecMundo
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