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Apple favoreceu seus aplicativos em buscas na loja App Store, diz jornal

Segundo reportagem do New York Times, empresa colocava suas próprias criações em posição de destaque, à frente de aplicativos terceiros, em buscas como 'música' ou 'podcasts'

9 set 2019
18h25
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A Apple favoreceu seus próprios aplicativos nos resultados de pesquisas feitas por usuários em busca de aplicativos em sua loja, a App Store. É o que diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira, 9, pelo jornal americano New York Times. Segundo a publicação, a empresa listava diversos aplicativos mantidos por ela própria quando um usuário buscava por "música" ou "podcasts", por exemplo.

Os resultados incluíam até aplicativos pouco ou nada relacionados com o tema das buscas, como o Bússola ou Find My Friends, antes de exibir aplicativos terceiros que poderiam ser úteis aos usuários, revelou o NYT. Não é a primeira vez que uma reportagem demonstra isso: em julho, o Wall Street Journal publicou um levantamento semelhante, com resultados muito parecidos.

Procurada pelo New York Times, a Apple confirmou a prática, mas disse que não havia intenção direta de favorecer seus próprios aplicativos. "Apresentamos resultados com base no que acreditamos que os usuários querem", disse Phil Schiller, vice-presidente da área de App Store da Apple, ao jornal americano.

É uma questão complicada: afinal, quem precisaria de uma bússola quando está procurando por música, por exemplo. A empresa disse ainda que usava um algoritmo para agrupar aplicativos do mesmo desenvolvedor em uma busca - e como os apps da empresa têm um nome comum, como Music ou Podcasts, eles acabavam sendo unidos a outros apps irrelevantes. O algoritmo foi mudado em julho, depois que o Spotify reclamou que a Apple estaria praticando truste com seus próprios apps.

Se comprovada por investigações oficiais, a prática pode render boas multas à Apple - uma vez que se trata de um caso claro de concorrência desleal. Na União Europeia, o Google já sofreu três multas diferentes por questões semelhantes, seja no Google Shopping, no Android ou em seu serviço de anúncios pagos.

Estadão
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