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Apple exclui mais de 30 mil jogos não licenciados da App Store da China

O pente fino teve início em junho, com aumento significativo em julho; agora, só poderão ser publicados na loja virtual aplicativos e games aprovados pelo governo chinês

3 ago 2020
17h53
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No sábado, 1º, a Apple retirou da App Store na China mais de 30 mil apps considerados não licenciados no país. 90% dos aplicativos removidos eram jogos, segundo informações do Qimai Research Institute e publicadas pela Bloomberg.

A empresa americana já estava realizando a limpa em sua loja virtual desde junho, mas o processo ganhou uma escala muito maior em julho para cumprir o prazo que a própria Apple já tinha anunciado. Na China, todos os aplicativos, tanto gratuitos quanto pagos ou no estilo freemium, precisam de aprovação dos censores chineses para serem distribuídos. Na App Store chinesa, porém, existia uma brecha que permitia que alguns games fossem disponibilizados na plataforma mesmo que os desenvolvedores ainda não tivessem conseguido a permissão do governo chinês. No caso de fornecedores do sistema Android, todos já tinham aderido a essa regra.

Para encerrar essa prática não oficial na sua loja, a Apple informou a desenvolvedoras e publishers que elas tinham até o dia 31 de julho para conseguir as licenças de operação com o governo da China e continuar no país. Todos os aplicativos que não fossem licenciados ainda seriam retirados da plataforma. Com a remoção em massa do último sábado, sobraram na loja virtual da Apple na China aproximadamente 179 mil jogos, sendo 160 mil gratuitos.

China endurece regulamentação de games mobile

O expurgo promovido pela empresa reflete uma nova política mais vigorosa adotada pelo governo chinês com relação aos jogos sob o argumento de combater a proliferação do vício em games em menores de idade e a disseminação de conteúdo ofensivo. Para isso, os órgãos reguladores do país passaram a utilizar um processo de revisão muito mais rigoroso e demorado do que vinha sendo adotado, particularmente para casos de aplicativos de estrangeiros. Em 2018, o governo chegou a suspender totalmente a aprovação de jogos temporariamente.

Essa brecha da App Store era o último recurso que as desenvolvedoras poderiam utilizar para distribuir seus jogos na China, que é considerado o maior mercado consumidor de games mobile do mundo. O país é também um dos maiores mercados de bens e serviços digitais da Apple, em que a empresa normalmente levava 30% de comissão para cada operação. Outros anunciantes, como a Tencent e a ByteDance, também devem sentir o baque, já que uma parte das empresas que pagam para anunciar em seus jogos devem retirar suas propagandas.

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Estadão
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