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Apple e Google argumentam que regulações antitruste podem afetar a segurança de usuários

As empresas afirmam que o controle sobre os produtos é essencial para garantir uma experiência segura e privada aos usuários

19 jan 2022 11h48
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As gigantes de tecnologia estão respondendo aos esforços do governo americano para frear monopólios no setor. Segundo o canal americano CNBC, a Apple enviou uma carta a legisladores do país nesta terça-feira, 18, argumentando que os projetos de lei antitruste que estão em discussão no Senado poderiam aumentar o risco de violações de segurança para usuários. O Google também afirmou que as regulações poderiam prejudicar a capacidade da empresa de integrar recursos de segurança em seus serviços.

O Senado dos Estados Unidos deve discutir dois projetos de lei sobre concorrência nesta semana. Um deles pretende proibir as plataformas dominantes de favorecer seus próprios produtos em detrimento dos rivais. O outro quer impedir que lojas de aplicativos, como as plataformas da Apple e do Google, obriguem desenvolvedores a usarem seus sistemas de pagamento.

A Apple argumenta que seu controle sobre a loja de aplicativos App Store é essencial para garantir uma experiência segura e privada aos usuários. "As regulações colocariam os consumidores em risco devido ao risco de violações de privacidade e segurança", afirmou a Apple ao Senado, em documento visto pela CNBC.

Em publicação feita no blog da empresa, Kent Walker, presidente de assuntos globais e diretor jurídico do Google e da Alphabet, afirmou que a companhia está preocupada com a consequência das legislações.

"As leis antitruste visam garantir que as empresas estejam competindo para construir seus melhores produtos para os consumidores. Mas as propostas vagas e abrangentes dessas regulações afetariam produtos populares que ajudam consumidores e pequenas empresas", afirmou.

Apesar das críticas das gigantes, tem quem defenda as regulações no setor. Uma coalizão de aplicativos, organizada pela Epic e pelo Spotify, pede mudanças no mercado. "Avançar esta importante legislação envia uma mensagem clara e inequívoca de que o controle monopolista do ecossistema de aplicativos não é mais aceitável", disse o grupo nesta segunda-feira.

Estadão
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