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Apesar de censura, Facebook pede licença para ter filial na China

Rede social quer atuar como incubadora de startups e aconselhar pequenos negócios dentro do país asiático; capital da operação é de US$ 30 milhões

24 jul 2018
18h05
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O Facebook pediu recentemente a permissão para ter mais uma filial internacional - mas, pela primeira vez, é num país no qual não tem usuários. Segundo documentos oficiais vistos pela agência de notícias Reuters, a rede social quer estabelecer uma nova sede em Hangzhou, na China, onde está também a gigante de comércio eletrônico Alibaba. Com capital registrado de US$ 30 milhões, a subsidiária chinesa do Facebook pode ajudar a empresa a ampliar sua presença onde seu principal negócio é censurado pelo governo local.

Segundo fontes próximas ao assunto, a empresa pretende atuar na China como uma incubadora de startups, além de aconselhar pequenos negócios e fazer pequenos investimentos na região. Questionada sobre o assunto pelo jornal americano Washington Post, a empresa disse que pretende "criar um hub de inovação e ajudar desenvolvedores chineses", como já fez no Brasil. No ano passado, vale lembrar o Facebook abriu por aqui o Estação Hack, seu primeiro centro de inovação fora do Vale do Silício no mundo.

Apesar de súplicas de Mark Zuckerberg, o site do Facebook continua bloqueado na China. O país asiático também bloqueia o acesso a sites de veículos de imprensa internacionais, redes sociais e mecanismos de busca estrangeiros, incluindo Twitter e Google. No ano passado, o aplicativo de mensagens WhatsApp, que pertence ao Facebook, também foi bloqueado por lá.

Apesar dos controles de censura terem sido reforçados durante o governo do presidente Xi Jinping, que foi formalmente escolhido como presidente em 2013, empresas de tecnologia dos Estados Unidos com conteúdo bloqueado estão cada vez mais buscando novas formas de entrarem no mercado sem atraírem a objeções de autoridades.

O Google, por exemplo, tem várias centenas de funcionários contratados na China e recentemente criou um laboratório próprio de inteligência artificial. A empresa também lançou uma série de aplicativos no mercado chinês nos últimos meses.

Já o Facebook, por sua vez, tentou lançar no país um aplicativo no ano passado, chamado de Colorful Ballons - o serviço, porém, não engrenou. Além disso, a empresa também já tinha obtido autorização para abrir um escritório em Pequim, em 2015, e espaços em Xangai - nenhum dos dois se materializou. A única presença da empresa na China, hoje, é um escritório da Oculus, sua divisão de realidade virtual e aumentada.

Estadão

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