3 eventos ao vivo

Amazon pede transparência em uso de tecnologia de reconhecimento facial por autoridades

7 fev 2019
16h10
  • separator
  • comentários

A Amazon.com aderiu nesta quinta-feira a pedidos por transparência no uso de tecnologia de reconhecimento facial por agências governamentais e afirmou que apoia um conjunto "apropriado" de regras que proteja direitos civis.

No mais detalhado comunicado emitido pela companhia até agora sobre o assunto, Michael Punke, vice-presidente de políticas públicas da unidade de computação em nuvem da Amazon (AWS), afirmou que deve haver um aviso sobre quando a vigilância por vídeo e a tecnologia de reconhecimento fácil são usadas em conjunto em locais públicos ou comerciais.

No mês passado, a Microsoft anunciou princípios similares para o uso de sua tecnologia de reconhecimento facial, afirmando que vai recomendar barrar o uso do sistema em atos de discriminação e incentivar clientes a serem transparentes quando usarem tais serviços.

Desde maio, vários grupos de direitos civis têm pressionado a Amazon para interromper a venda de acessos governamentais ao Rekognition, poderoso software de reconhecimento facial revelado pela AWS em 2016.

Os grupos citaram o uso do Rekognition por autoridades nos Estados norte-americanos de Oregon e Florida e alertaram que a ferramenta será usada contra imigrantes e minorias raciais.

"Novas tecnologias não deveriam ser proibidas ou condenadas por causa de seu potencial uso indevido. Em vez disso, deveria haver um diálogo aberto, honesto e franco entre todas as partes envolvidas que assegure que a tecnologia seja usada apropriadamente", escreveu Punke.

A AWS disse que está em contato com o instituto dos EUA que testa e compara fornecedores de tecnologias de reconhecimento facial e que ainda não é possível "fazer download" de algoritmos do sistema para testes fora da nuvem da Amazon.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade