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Ex-Apex diz que foi pressionada a manter negócios 'espúrios'

Letícia Catelani foi demitida por militar que assumiu a Agência, um dos principais focos do embate entre olavistas e militares do governo

7 mai 2019
11h20
atualizado às 11h36
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A ex-diretora da Agência de Promoção à Exportação (Apex), Letícia Catelani, destituída do cargo na segunda, 6, pelo novo presidente da agência, o militar Sérgio Segóvia, disse em suas redes sociais que sofreu pressão do governo de Jair Bolsonaro pela manutenção de "contratos espúrios" e que agora "paga o preço" por ter combatido a corrupção.

"Combati incansavelmente a corrupção e fechei as torneiras que a alimentavam", escreveu Letícia em seu Twitter. "Estou pagando o preço. Sofri pressão de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios, além de ameaças e difamações. Não me intimidei! Gratidão pelo apoio e o movimento."

Ex-diretora da Apex, Letícia Catelani, ao lado do chanceler Ernesto Araújo
Ex-diretora da Apex, Letícia Catelani, ao lado do chanceler Ernesto Araújo
Foto: Reprodução/Twitter de Leticia Catelani / Estadão Conteúdo

Ela e outro diretor, Márcio Coimbra, também demitido, são nomes que tinham sido indicados pelo chanceler Ernesto Araújo. Desde janeiro, a Apex se tornou um dos principais focos de embate entre "olavistas" - seguidores do escritor Olavo de Carvalho, como o chanceler - e militares, com embates, principalmente, entre Letícia e os dois últimos presidentes. O próprio Olavo está em atrito público com militares ligados ao governo. Leia aqui.

No comando da Apex, Segóvia é contra-almirante na Marinha e atuou em diversas áreas do órgão. "Na área de comércio exterior, (Segóvia) foi responsável pelos processos de logística e de aquisição internacional, quando encarregado do grupo de recebimento de navio no estrangeiro. É fluente nos idiomas inglês e espanhol", afirmou a agência na nota.

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Estadão
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