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Senado dos EUA aprova texto orçamentário sem financiamento para muro de fronteira

20 dez 2018 - 08h16
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O Senado dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira legislação para financiar diversas agências federais até 8 de fevereiro e evitar uma paralisação parcial do governo, mas não incluiu os 5 bilhões de dólares para um muro de fronteira entre o país e o México que o presidente norte-americano, Donald Trump, tem exigido.

Edifício do Capitólio, que abriga o Congresso dos EUA 06/11/2018 REUTERS/Jim Bourg
Edifício do Capitólio, que abriga o Congresso dos EUA 06/11/2018 REUTERS/Jim Bourg
Foto: Reuters

Por votação oral, o Senado aprovou a medida e a enviou à Câmara dos Deputados, onde precisa ser aprovada antes de meia-noite de sexta-feira, quando acaba o financiamento atual de diversas agências federais, incluindo do Departamento de Segurança Interna.

De acordo com o projeto de lei, os gastos permanecerão no mesmo nível para cerca de 25 por cento dos programas geridos por Washington.

Se aprovado pela Câmara dos Deputados e sancionado por Trump, o texto forçará os novos integrantes do Congresso a começarem 2019 enfrentando ainda outra disputa sobre orçamento e segurança de fronteira.

Ao adiar decisões de longo prazo sobre gastos de agências que também incluem os Departamentos de Justiça, Comércio, Interior e Agricultura, democratas estarão, de certa forma, em uma posição mais forte para negociar no próximo ano quando assumirem a maioria da Câmara dos Deputados.

Democratas e muitos republicanos têm questionado o sentido de dar a Trump 5 bilhões de dólares este ano para construir o muro --que custaria no total 24 bilhões de dólares-- que eles argumentam ser menos efetivo para proteger a fronteira do que o uso de uma série de ferramentas já disponíveis.

Na terça-feira, a Casa Branca disse que buscará fundos governamentais apropriados para direcionar à construção do muro, já que o Congresso não estava cooperando com seu pedido pelos recursos.

A afirmação reconheceu que o Congresso provavelmente não financiaria o muro e marcou uma mudança na retórica dura assumida por Trump na semana passada, quando o presidente afirmou que teria "orgulho" em paralisar o governo devido ao financiamento do muro.

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