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Quase 90% dos brasileiros querem reduzir impacto individual no meio ambiente

Pesquisa recente mostrou que os brasileiros acham que o Brasil deve ter um papel de liderança no combate às mudanças climáticas. O estudo, segundo os autores, pode auxiliar na tomada de decisão de empresas que queiram contribuir com temas urgentes como a crise do clima e a pandemia da Covid-19.

1 dez 2021 13h38
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Pelo menos 70% dos brasileiros acreditam que o Brasil deve ter um papel de liderança, com metas ambiciosas para combater as mudanças climáticas o mais rápido possível. Esse é um dos dados revelados na pesquisa global Vida Saudável e Sustentável 2021, organizada pelo Instituto Akatu e GlobeScan, e divulgada no último dia 25 de novembro. O levantamento mostrou que oito em cada 10 brasileiros veem os eventos climáticos extremos como incomuns e cinco em cada 10 consideram que eles são muito incomuns e alarmantes.

Foto: DINO / DINO

De forma geral, a pesquisa mostra que os brasileiros estão mais preocupados com questões ambientais e os resultados do levantamento são um alerta para governos e empresas que ainda estão adiando uma mudança de rumo na gestão em busca de processos mais sustentáveis em toda sua cadeia de produção. De acordo com a pesquisa, 86% dos brasileiros disseram que querem reduzir seu impacto individual sobre o meio ambiente e a natureza, contra 73% da média mundial. Para o Instituto Akatu e GlobeScan, os dados revelados pela pesquisa podem auxiliar na tomada de decisão das empresas que desejam contribuir com temas urgentes - como a crise climática e a pandemia da Covid-19 - e querem contribuir para escolhas mais sustentáveis dos consumidores.

Não é de hoje que a sustentabilidade deixou de ser uma opção no modo de produzir e se tornou regra de sobrevivência, especialmente depois que grandes fundos de investimentos, a exemplo da Black Rock, passaram a priorizar a sustentabilidade na escolha de financiamento de negócios. Na experiência da administradora de empresas Marcilma Abreu, especialista em vendas, competitividade e planejamento financeiro, as organizações precisam desempenhar o seu papel na defesa do clima investindo em soluções inovadores para uma redução de carbono e uma gestão mais sustentável. "É o momento de repensar e mudar a forma de agir, entender o novo cenário e se moldar proativamente a favor do meio ambiente", atesta.

Abreu explica que são muitas oportunidades de incluir a sustentabilidade dentro dos processos existentes nas organizações. "Quando observamos o setor produtivo de uma empresa, podemos identificar várias oportunidades para uma redução significativa de carbono, como investimentos em energia limpa, a exemplo da energia solar, eólica ou a produzida a partir de biomassa. Outro setor importante e fundamental numa empresa é o de transporte e logística, onde podemos ver cada vez mais o aumento da demanda por veículos elétricos, veículos a etanol, inclusive veículos a hidrogênio", comenta.

A necessidade de diminuir as emissões de carbono se torna cada vez mais urgente ano após ano. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, das Nações Unidas, divulgado em agosto passado, mostrou que se nada for feito pelos países, a temperatura global continuará subindo e provocará catástrofes ainda mais destruidores do que as que a humanidade já vem presenciando há quase 20 anos e vão atingir, especialmente, oceanos e geleiras, além de afetar o nível global do mar. Segundo o estudo, até o fim deste século, a temperatura da Terra deve aumentar entre 1,5°C e 2°C, a menos que haja reduções nas próximas décadas profundas das emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa.

As medidas que os países vão adotar para frear o aumento da temperatura foram discutidas no começo de novembro durante a COP26, conferência da ONU para Mudanças Climáticas, realizada em Glasgow (Escócia) e que reuniu representantes de mais de 100 países. Com o fim da conferência, é hora de colocar em prática as intenções. Marcilma Abreu, que tem mais de 10 anos de experiência na área administrativa, aponta que a gestão sustentável tem que abranger também a pós-produção, ou seja, os impactos dos produtos depois que eles saem das fábricas. "No âmbito da redução de carbono, lembrando que na cadeia produtiva as últimas etapas são a comercialização e o descarte, vemos a necessidade de investimentos cada vez maiores em embalagens e produtos biodegradáveis, ao invés de embalagens e produtos simplesmente 'recicláveis'", conclui.   

O papel das empresas para colaborar com uma vida mais saudável e sustentável 

A pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2021 foi realizada em 31 países e, só no Brasil, entrevistou mil pessoas, todas maiores de 18 anos. Ao serem perguntados sobre como as empresas podem ajudar os consumidores a terem uma vida mais saudável e sustentável, os entrevistados listaram 18 ações, entre elas, ajudar a economizar água e energia nos seus produtos, usar materiais cultivados de forma ecologicamente correta, investir em ciência, pesquisa e desenvolvimento, garantir a segurança dos trabalhadores, fornecer produtos a preços acessíveis e não cobrar mais por produtos ambiental e socialmente responsáveis.

O estudo também questionou os participantes sobre as percepções e consequências da Covid-19 em suas vidas. Pelo menos 48% dos respondentes afirmaram que tiveram a saúde mental e o bem-estar afetados pela pandemia, provavelmente por conta das mudanças na rotina e outras que precisaram fazer por conta da doença. Outros 62% dos entrevistados afirmaram que a situação financeira foi afetada negativamente no período.



Website:

https://www.linkedin.com/in/marcilma-oliveira-de-abreu-69503a163/
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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