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No Piauí, Bolsonaro diz que vai acabar com 'comunistas e corruptos': 'Vamos mandar para Venezuela'

Presidente também volta a falar que governadores do Nordeste querem dividir o País; governador Wellington Dias, do PT, não participa do evento em Parnaíba

14 ago 2019
15h11
atualizado às 15h14
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PARANAÍBA (PI) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou em discurso na manhã desta quarta-feira, 14, em Parnaíba, litoral do Piauí, que é preciso "acabar" com os "comunistas e corruptos" no País e pela terceira vez em uma semana ele utilizou a palavra "cocô" como metáfora.

"Vamos acabar com o 'cocô': comunistas e corruptos", disse, em um palco montado no aeroporto da cidade. Após discursar, o presidente desceu do palco em direção ao público, que o ovacionou aos gritos de "mito".

"Nas próximas eleições vamos varrer essa turma vermelha no Brasil", completou. Ele afirmou que vai mandar os "esquerdistas para Cuba ou Venezuela": "Vamos mandar essa turma pra lá, Venezuela, já que lá tá bom, vão pra Cuba, lá deve ser muito bom também".

Bolsonaro voltou a afirmar ainda que os governadores do Nordeste querem "dividir o País": "Esses cabras estão no caminho errado, um só povo, uma só raça e uma só bandeira verde e amarela", disse.

Antes de discursar, Bolsonaro sobrevoou as obras dos Tabuleiros Litorâneos, onde anunciou recursos para o Piauí na área de irrigação e se encontrou com o governador Wellington Dias (PT). A reunião foi rápida e sem registro da imprensa. Segundo o Estado apurou, o clima foi de desconforto e Bolsonaro teria sido frio com o petista.

Wellington Dias optou por não participar do evento em Parnaíba e retornou a Teresina. Foi a segunda vez que um governador nordestino não participou de um evento público com o presidente Bolsonaro em seu Estado. Antes, Rui Costa, da Bahia, fez o mesmo na inauguração de um aeroporto em Vitória da Conquista.

Depois do evento, o presidente visitou a escola Jair Messias Bolsonaro, que será inaugurada em janeiro de 2019 e é administrada pelo SESC. A escola terá ensino militar. Bolsonaro usou uma expressão associada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

"Pela primeira vez na história do Brasil, temos um presidente que não mede esforços para cumprir as promessas de campanha", disse. De acordo com ele, "o que o Nordeste precisa e vai ter é chuva de honestidade".

Estadão
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