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No Dia da Hispanidade, espanhóis pedem unidade

12 out 2017
09h16
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Em meio à crise envolvendo independência da Catalunha, população se manifesta a favor da união durante comemorações de feriado nacional. Milhares vão às ruas da capital catalã, Barcelona.Unidade é o principal tema do Dia da Hispanidade deste ano, comemorado na Espanha nesta quinta-feira (12/10), com desfiles, protestos e homenagens. O feriado nacional coincide com a pior crise política desde que a democracia foi restabelecida no país, há quatro décadas, motivada pela reinvindicação de independência da Catalunha.

Nesta quarta-feira, Madri deu um ultimato ao governo catalão, que terá até a próxima segunda-feira para confirmar se realmente foi declarada a independência da região e até quinta-feira para voltar à legalidade.

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Defensores da unidade nacional prenderam bandeiras espanholas a janelas e varandas de Madri, onde o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e o rei Felipe 6º participaram de um tradicional desfile militar. Cerca de 3.900 membros das Forças Armadas espanholas desfilaram pela avenida madrilenha Paseo de la Castellana.

Na capital catalã, Barcelona, milhares de pessoas foram às ruas em defesa da unidade da Espanha e para manifestar sua rejeição à independência da Catalunha. A passeata, convocada pela organização Sociedade Civil Catalã e outras dez entidades, percorreu o Paseo de Gràcia, uma das principais avenidas da cidade.

Os manifestantes portavam bandeiras espanholas e catalãs, e muitos deles vestiram camisetas vermelhas com a lema "respeito" escrito na frente e "Somos espanhóis. Trabalhamos, sofremos e lutamos", atrás.

Durante o ato, ao qual se uniram representantes de diferentes partidos e organizações políticas, foram ouvidas palavras de ordem como "Não nos enganem, a Catalunha é a Espanha" e "Espanha é uma e não 51". Bandeiras da Catalunha também foram vistas na ruas da cidade.

Neste ano, o Dia da Hispanidade - que marca a chegada de Cristóvão Colombo à América, em 1492 - também contará com homenagens às vítimas do recente ataque terrorista em Barcelona, perpetrado em 17 de agosto. As 16 vítimas serão representadas por embaixadores de seus países de origem - Argentina, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Portugal, Reino Unido e Austrália.

Crise na Catalunha

As tensões foram elevadas na Espanha desde que a Catalunha votou pela independência num referendo considerado ilegal pela Justiça espanhola, no último dia 1º de outubro.

Nesta terça-feira, um aguardado discurso do chefe de governo da Catalunha, Carles Puigdemont, causou confusão. Logo após declarar a independência da região, assumindo "o mandato conferido pelo povo" no referendo, ele suspendeu seus efeitos para abrir um processo de diálogo com o governo espanhol.

No dia seguinte, Rajoy pediu que o líder catalão deixasse claro se declarou ou não a independência para que Madri possa decidir que medidas tomar. Pela primeira vez, o presidente do governo espanhol mencionou abertamente que, caso as autoridades catalãs insistam na independência da região o artigo 155 da Constituição do país deve ser o próximo passo adotado pelo governo central.

O artigo em questão, nunca usado, prevê a suspensão da autonomia e dá ao governo central poderes para adotar "as medidas necessárias" para repor a legalidade.

A reivindicação de independência pela Catalunha levantou preocupações quanto à estabilidade da União Europeia, com Bruxelas pedindo que a ordem constitucional seja respeitada no país.

O ministro do Exterior da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse que uma declaração de independência unilateral seria "irresponsável", enquanto a França disse que não reconheceria a independência da região.

LPF/afp/efe

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