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Na estreia do horário eleitoral no rádio em SP, Lula é o único presidenciável citado

Estratégia do PT consiste em atrelar campanha regional à do ex-presidente; Doria e França evitam citar Alckmin

31 ago 2018
19h08
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Na estreia do horário eleitoral gratuito no rádio com os candidatos que disputam o governo de São Paulo, o Senado e a Assembleia Legislativa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso na Lava Jato, foi o único presidenciável presente. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem dois aliados na disputa - o ex-prefeito paulistano João Doria (PSDB) e o governador Márcio França (PSB) - não foi citado. Quem também foi esquecido foi o presidente Michel Temer (MDB), que tem o correligionário Paulo Skaf na disputa. Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) também não foram citados.

Mesmo preso em Curitiba desde o dia 7 de abril, depois de ser condenado em segunda instância no no caso do tríplex do Guarujá na Operação Lava Jato, e com sua candidatura e aparições na propaganda política como candidato sob suspeição no âmbito da Justiça, Lula apresentou seu candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, pediu votos para os candidatos ao legislativo e foi mote do jingle da sigla, com ênfase na estratégia que o PT vem adotando.

Em contrapartida, num Estado onde, em tese, teria dois palanques, o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, foi esquecido pelos correligionários. Tanto Marcio França, que foi vice de Alckmin, quanto João Doria (PSDB), que já foi considerado afilhado político do tucano, nem tocaram em seu nome. Os dois focaram em suas biografias. Doria, falou até das dificuldades que teve na infância, antes de se tornar um grande empresário, mas não lembrou daquele que o levou para o mundo da política. As únicas menções a Alckmin foram feitas por alguns candidatos ao Legislativo, mesmo assim, ao lado do nome de Doria, que compõe a chapa majoritária em São Paulo.

O programa de Paulo Skaf focou nas ações do emedebista, principalmente nos projetos que ele desenvolveu quando esteve à frente da Fiesp, especificamente no sistema Senai. Skaf também não citou o presidenciável de sua legenda, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Estadão
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