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Visitantes querem festejar, enquanto maioria dos moradores se isola em Miami Beach com piora da pandemia

15 jul 2020
13h18
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A algumas quadras do Centro de Convenções de Miami Beach, onde um hospital de campanha de emergência está pronto para lidar com uma possível onda de pacientes de Covid-19, é tempo de festa em Ocean Drive, a famosa avenida beira-mar da cidade turística norte-americana.

Prefeito de Miami Beach, Dan Gelber 
08/04/2020
REUTERS/Marco Bello
Prefeito de Miami Beach, Dan Gelber 08/04/2020 REUTERS/Marco Bello
Foto: Reuters

Nos últimos dias, as redes sociais mostraram pessoas sem máscaras dançando nas ruas, espremidas em carros transformados em clubes noturnos improvisados e se amontoando ombro a ombro com bebidas nas duas mãos nas áreas externas dos restaurantes.

"É um conto de duas cidades", disse o prefeito, Dan Gelber, em referência ao romance homônimo de Charles Dickens. "Nossos moradores são bastante responsáveis, mas nossos visitantes têm sido instáveis, e existem áreas da cidade onde parece que as únicas pessoas ali são aquelas que acham que não existe um vírus."

A Flórida está se tornando rapidamente o epicentro de uma segunda onda da pandemia do coronavírus nos Estados Unidos. O Departamento de Saúde da Flórida confirmou mais de 9 mil casos novos na terça-feira, o que eleva o total a mais de 290 mil, e 133 mortes adicionais colocaram o número do Estado acima de 4.500.

Na região populosa de South Florida, autoridades hospitalares relataram prontos-socorros e unidades de tratamento intensivo quase lotados. No domingo, a Flórida relatou mais de 15 mil casos --um novo recorde diário que ultrapassou o pico de Nova York em abril.

Mas um grupo de veranistas de máscaras e biquínis vindos da cidade de Nova York disse que isso não basta desestimulá-los.

"Sabemos que existe uma pandemia, mas não é para deixar de viver a vida", disse Tamia Young, funcionária do correio de 36 anos que partiu do bairro do Brooklyn com a mãe e duas filhas. "Tudo está fechado mesmo, então nem dá para curtir Miami."

O número de fechamentos aumentou nos últimos dias, ao mesmo tempo em que negócios parcialmente abertos começaram a submeter seus funcionários a exames de detecção do coronavírus --e receber alguns resultados positivos.

O Clevelander, hotel de Ocean Drive conhecido por suas festas 24 horas por dia espalhadas por diversos níveis de bares, piscinas e clubes, reabriu em 18 de junho, mas fechou novamente na segunda-feira depois que um dos empregados teve um diagnóstico positivo.

Autoridades de Miami Beach estão planejando aumentar a presença policial na cidade na esperança de dispersar multidões e garantir o distanciamento social, o uso de máscaras e a obediência dos restaurantes às restrições.

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