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Vaticano afasta monge de comunidade monástica na Itália

Enzo Bianchi é símbolo do diálogo inter-religioso no país

27 mai 2020
12h46
atualizado às 14h01
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O Vaticano decidiu afastar um conhecido monge laico italiano, Enzo Bianchi, da Comunidade Monástica de Bose, fundada por ele há mais de 50 anos.

Enzo Bianchi fundou comunidade monástica há mais de 50 anos
Enzo Bianchi fundou comunidade monástica há mais de 50 anos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O monastério fica em Magnano, cidade situada na província de Biella, extremo-norte da Itália, e se diferencia da maioria das comunidades monásticas do país ao aceitar cristãos de todas as confissões.

A decisão foi tomada pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e aprovada pelo papa Francisco, após uma inspeção realizada pela Santa Sé em dezembro passado.

Segundo um comunicado da própria comunidade, a medida se deve a uma "situação tensa e problemática no que diz respeito ao exercício da autoridade do fundador, a gestão e o clima fraterno". Bianchi, 77 anos, será transferido para outro lugar.

O monge é autor de diversos livros sobre diálogo inter-religioso e contribuiu durante anos com artigos para alguns dos principais jornais da Itália, como La Repubblica e La Stampa, tornando Bose um ponto de referência para o cristianismo ecumênico.

Ela já não era o prior do monastério desde 2017, mas continuava vivendo na comunidade. O afastamento também atinge outros expoentes de Bose: Goffredo Boselli, Lino Breda e Antonella Casiraghi.

O Vaticano havia comunicado a decisão de forma privada, mas decidiu torná-la pública após "alguns destinatários" terem "rejeitado as disposições".

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