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Variante brasileira representa 4,3% dos novos casos na Itália

Número está em estudo divulgado nesta semana

3 mar 2021
09h05
atualizado às 09h17
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A variante brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 já corresponde a 4,3% dos novos casos detectados na Itália, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Superior da Saúde (ISS) do país europeu.

Perúgia, capital da Úmbria, registra focos de disseminação da variante brasileira
Perúgia, capital da Úmbria, registra focos de disseminação da variante brasileira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A projeção é resultado de um estudo que analisou o sequenciamento genético de 1.239 amostras do vírus provenientes de pessoas diagnosticadas com RT-PCR em 18 de fevereiro. Essa é a primeira vez que o ISS estima o nível de disseminação da variante P.1 na Itália, e os dados serão atualizados periodicamente.

Segundo o instituto, a difusão da variante brasileira ocorre em quatro regiões fronteiriças no centro e no centro-norte da península: Úmbria (36,2% dos novos casos), Toscana (23,8%), Lazio (13,2%) e Marcas (7,9%). Também foram detectados contágios pela P.1 em outras duas regiões: Campânia, no sul, com 2,3%, e Emilia-Romagna, no norte, com 2%.

O estudo do ISS não registrou casos da variante brasileira nas outras 14 regiões da Itália. "Recomendamos continuar a vigilância genética para estimar a transmissibilidade relativa da P.1, considerando sua clara expansão geográfica a partir do epicentro na Úmbria para o Lazio e a Toscana", diz o instituto.

O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou ainda que é preciso "intervir cirurgicamente" para evitar que a variante brasileira continue se espalhando. "É importante que sejam adotadas medidas o mais restritivas possível", acrescentou.

Ainda de acordo com a pesquisa, a variante britânica já corresponde a 54% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália, enquanto a sul-africana apresenta índice de 0,4%. Na primeira semana de fevereiro, a prevalência da variante britânica era de 17,8%, o que mostra como ela rapidamente se tornou predominante na Itália.

Todas essas três variantes aparentam ser mais transmissíveis que o vírus original, porém estudos ainda estão em curso para avaliar sua capacidade de evadir a imunidade propiciada por infecções anteriores ou vacinas.

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