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Vamos substituir mecanismo backstop por arranjos alternativos, diz Boris Johnson à UE

19 ago 2019
20h27
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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, escreveu ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na segunda-feira para propor a substituição do mecanismo backstop por um compromisso para estabelecer arranjos alternativos até o final de um período de transição pós-Brexit. 

Premiê britânico, Boris Johnson
19/08/2019
REUTERS/Peter Nicholls
Premiê britânico, Boris Johnson 19/08/2019 REUTERS/Peter Nicholls
Foto: Reuters

Na carta, divulgada por seu gabinete, Johnson reiterou seu pedido para que o backstop --uma apólice de seguro para evitar o retorno de uma fronteira dura na ilha da Irlanda-- seja removido do acordo firmado entre a UE e sua antecessora, Theresa May. 

Johnson, que prometeu retirar o Reino Unido da UE no dia 31 de outubro com ou sem um acordo, disse que acredita ser possível chegar um acordo, e que isso é a "maior prioridade" de seu governo.

"O Reino Unido e a União Europeia já concordaram que 'arranjos alternativos' podem ser parte da solução. Assim, proponho que a questão do backstop deveria ser substituída por um compromisso para estabelecer tais arranjos pelo período mais longo o possível antes do fim do período de transição, como parte de uma relação futura", escreveu Johnson. 

O primeiro-ministro acrescentou que o Reino Unido estaria pronto para olhar "construtivamente e flexivelmente" sobre quais compromissos poderiam ajudar a garantir confiança sobre o que aconteceria se tais arranjos não estivessem totalmente estabelecidos no final daquele período. 

O backstop forçaria o Reino Unido a obedecer algumas das regras da UE se nenhuma outra maneira for encontrada para manter abertas as fronteiras entre a Irlanda do Norte, que integra o Reino Unido, e a Irlanda. O governo de Dublin diz que a questão é crucial para a manutenção da paz na ilha. 

Em sua carta, Johnson diz que o backstop é "simplesmente inviável" porque é "antidemocrático e inconsistente com a soberania do Reino Unido como Estado", mas que ele estaria comprometido em garantir que não haveria o retorno de uma fronteira dura. 

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