0

TV do Irã diz que arma usada para matar cientista foi feita em Israel

30 nov 2020
08h39
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

O canal iraniano em inglês Press TV noticiou nesta segunda-feira que a arma usada para matar o proeminente cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh na semana passada foi feita em Israel, inimigo de longa data da República Islâmica.

Funeral do cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh em Teerã
30/11/2020 Hamed Malekpour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Funeral do cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh em Teerã 30/11/2020 Hamed Malekpour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Foto: Reuters

"As armas recolhidas no local do ato terrorista (onde Fakhrizadeh foi assassinado) trazem o logotipo e as especificações da indústria militar israelense", disse uma fonte não identificada à Press TV.

Em Jerusalém, não houve resposta imediata das autoridades israelenses contatadas para comentar a reportagem.

No domingo, a agência de notícias semioficial iraniana Fars disse que Fakhrizadeh foi morto com uma metralhadora operada por controle remoto, e o canal em árabe Al Alam TV noticiou que as armas usadas foram "controladas por satélite".

Na sexta-feira, testemunhas disseram à TV estatal que havia atiradores no local.

Falando antes da publicação da reportagem da Press TV, o ministro israelense da Inteligência, Eli Cohen, disse à rádio 103 FM nesta segunda-feira que não sabe quem foram os responsáveis.

Fakhrizadeh, identificado por Israel como uma das pessoas mais influentes no que afirma ser o empenho iraniano para obter armas nucleares, foi assassinado na sexta-feira quando seu carro foi crivado de balas em uma rodovia próxima de Teerã.

O ministro da Defesa prometeu que o Irã retaliará sua morte. Teerã sempre negou estar em busca armas nucleares.

Veja também:

Quem é Jill Biden, a nova primeira-dama dos EUA?
Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade