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Trump teria chamado Angela Merkel de 'estúpida'

TV mostrou que republicano atacava duramente outros líderes

30 jun 2020
14h44
atualizado às 14h55
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a chanceler alemã, Angela Merkel, de "estúpida" durante conversas particulares, informou uma investigação realizada pelo jornalista Carl Bernstein da "CNN". O repórter ouviu por quatro meses fontes ligadas ao governo do republicano e autoridades dos serviços de Inteligência para entender a relação de Trump com líderes internacionais e descobriu diversos comportamentos inadequados do mandatário.

Angela Merkel (c., de pé) diante de Donald Trump na mesa de negociações do G7
Angela Merkel (c., de pé) diante de Donald Trump na mesa de negociações do G7
Foto: DW / Deutsche Welle

Segundo Bernstein, Merkel e a então premier britânica Theresa May eram as duas líderes mais vítimas das tentativas de intimidação de Trump. Para a alemã, inclusive, o presidente chegou a dizer que ela "estava nas mãos dos russos". A informação sobre o quanto as conversas eram "não usuais" para dois chefes políticos foi confirmada por membros do governo de Berlim, que se comprometiam a manter as conversas em segredo.

Já May foi alvo de diversas posturas intimidatórias, especialmente durante o período mais crítico do "Brexit" - a saída do Reino Unido da União Europeia. "Ele se agitava com alguma coisa com Theresa, depois era desagradável com ela por telefone. Claramente, ele a intimidou e pretendia isso", disse uma das fontes ressaltando que, entre os insultos Trump a chamava de "fraca, cretina e medrosa".

Outro líder internacional que irritava o republicano era o presidente da França, Emmanuel Macron, pela constante tentativa do chefe do Eliseu de mudar as ideias de Trump sobre as mudanças climáticas e o acordo nuclear com o Irã - o republicano tirou os EUA de ambos os acordos.

Segundo Bernstein, Trump tentava submeter o líder francês a "palestras longas e egocêntricas" por telefone e se sentia "frustrado" porque Macron o ignorava em questões como o aumento de gastos financeiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Merkel nunca disfarçou ter uma boa relação com Trump. Por diversas vezes, ela foi a voz que se opôs ao norte-americano em reuniões internacionais do G7 e do G20 e sempre manteve um relacionamento diplomático apenas com o chefe da Casa Branca - o oposto do que era visto com o antecessor Barack Obama.

Durante o governo de Theresa May, no entanto, as trocas de farpas eram públicas. Em uma postagem no Twitter, Trump chegou a chamar de "desastre" a gestão dela durante o Brexit. A recíproca veio através de um dos embaixadores britânicos nos EUA, Kim Darroch, que à época afirmou que o presidente e sua administração "eram ineptos e excepcionalmente disfuncionais".
   

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