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Trump quer recolocar Cuba entre patrocinadores do terrorismo

Decisão sobre a lista de terrorismo ocorre após meses de revisão jurídica

11 jan 2021
15h41
atualizado às 17h27
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja devolver Cuba à lista de patrocinadores do terrorismo, disse uma pessoa familiarizada com o assunto nesta segunda-feira, uma medida que pode complicar os esforços da gestão do presidente eleito Joe Biden de retomar uma distensão nos laços com Havana iniciada sob o ex-presidente norte-americano Barack Obama.

Foto: Reuters

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que pode anunciar a designação de Cuba já na segunda-feira, a apenas nove dias do fim do mandato de Trump, e deve vincular a decisão ao antigo abrigo de Cuba de fugitivos norte-americanos e de líderes rebeldes colombianos, afirmou a fonte.

Ele também pode citar o apoio de Cuba, governada pelos comunistas, ao presidente socialista venezuelano Nicolás Maduro, disse a fonte, falando sob condição de anonimato.

O retorno de Cuba à lista seria mais um recuo na iniciativa do ex-presidente Barack Obama de suavizar as relações entre os antigos adversários da Guerra Fria. A decisão de Obama de remover formalmente Cuba da lista de terrorismo em 2015 foi um passo importante para restaurar os laços diplomáticos naquele ano.

A decisão sobre a lista de terrorismo ocorre após meses de revisão jurídica, com alguns especialistas do governo questionando se era justificada, segundo a fonte.

Isso exigiria mais longas deliberações para que o presidente eleito Joe Biden revertesse a designação.

O republicano Trump reprimiu Cuba desde que chegou ao poder em 2017, endurecendo as restrições às viagens e remessas dos EUA para Cuba e impondo sanções aos embarques de petróleo venezuelano para a ilha.

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