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Trump prorroga isenções de taxas sobre aço e alumínio

No entanto, UE exigiu isenção permanente

1 mai 2018
19h11
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta segunda-feira (30) prorrogar em 30 dias as isenções provisórias das taxas alfandegárias sobre o aço e alumínio provenientes da União Europeia, Canadá e México.
    A declaração foi anunciada pela Casa Branca ressaltando que "nas negociações, a administração visa cotas que limitem as importações e protejam a segurança nacional". Trump anunciou tarifas de 25% sobre as importações de aço e 10% sobre as importações de alumínio em março, ao mesmo tempo concedendo isenções para alguns países, incluindo a União Europeia.
    As isenções expirariam nesta terça-feira(1), mas com a decisão do magnata, a UE e os países aliados ganham mais tempo para novas negociações.
    Hoje, o presidente do Parlamento Europeu, o italiano Antonio Tajani, exigiu que Trump mantenha as isenções das taxas de modo permanente.
    "A isenção não é suficiente até 1 de junho. A incerteza é prejudicial para a indústria de ambos os lados do Atlântico, esperamos que a UE seja isenta das tarifas de uma vez por todas", escreveu Tajani no Twitter.
    Para ele, a "Europa não é problema" e ressaltou que os europeus são "aliados naturais dos Estados Unidos na promoção do livre-mercado".
    O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, por sua vez, afirmou que o "governo da Itália toma nota da decisão dos Estados Unidos de estender uma isenção de um mês para a UE das tarifas sobre aço e alumínio".
    "Agora acreditamos que é essencial que uma isenção seja alcançada. Com isto em mente, precisamos intensificar o diálogo entre a UE e os Estados Unidos da América", acrescentou.
    Segundo a imprensa norte-americana, o governo de Trump chegou a um acordo com o Brasil, Argentina e Austrália para eximir estes países das novas tarifas.
    A China continua sendo a economia que será mais afetada pelas novas tarifas. Além do aço e alumínio, o republicano anunciou um plano no valor de US$60 bilhões em taxas para cerca de 1,3 mil produtos.

Ansa - Brasil   
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