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Trump diz ter "ótima relação" com Duterte e só menciona direitos humanos de passagem

13 nov 2017
08h35
atualizado às 09h02
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que tem um "ótimo relacionamento" com o líder filipino, Rodrigo Duterte, e uma autoridade da Casa Branca disse que a questão dos direitos humanos só foi mencionada brevemente durante um encontro entre os dois nos bastidores de uma cúpula asiática.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, durante cerimônia em Manila 12/11/2017 REUTERS/Athit Perawongmetha
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, durante cerimônia em Manila 12/11/2017 REUTERS/Athit Perawongmetha
Foto: Reuters

A reunião foi uma das mais aguardadas da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec, na sigla em inglês) em Manila, e grupos de direitos humanos pressionaram Trump a ser mais rígido com Duterte devido à violenta guerra às drogas do governo filipino, em meio à qual milhares de pessoas já morreram.

"Somos seu aliado. Somos um aliado importante", disse Duterte ao presidente norte-americano no início das conversas, de acordo com repórteres que tiveram acesso à sala de reuniões.

Trump respondeu: "Temos tido um ótimo relacionamento. Ele tem sido muito bem-sucedido. E a conferência da Asean foi lindamente organizada pelo presidente das Filipinas".

Quando um repórter perguntou a Trump se ele abordaria os direitos humanos na reunião, Duterte disse: "Ei, ei. Isto não é um comunicado à imprensa. É uma reunião bilateral".

Mais tarde, um porta-voz do governo filipino disse que os direitos humanos não foram abordados, mas a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que o tópico foi mencionado de passagem.

"A conversa se concentrou no Estado Islâmico, drogas ilegais e comércio. Os direitos humanos vieram à tona brevemente no contexto da luta das Filipinas contra as drogas ilegais".

Na semana passada, Duterte, que falou de Trump em tom elogioso, afirmou que diria ao presidente dos EUA para "ficar na sua" se abordasse acusações de violações de direitos humanos.

Duterte já foi chamado de "Trump do Oriente" por seu estilo ríspido e sua linguagem ríspida.

Em maio, Trump foi criticado por elogiar Duterte durante um telefonema pelo "ótimo trabalho" que está fazendo para conter os narcóticos ilegais.

Mais de 3.900 pessoas já morreram na guerra às drogas que Duterte declarou quando tomou posse no ano passado. Seu governo afirma que a polícia age em legítima defesa, mas críticos denunciam execuções ilegais.

Os EUA e as Filipinas, uma ex-colônia norte-americana, são aliados estratégicos desde a Segunda Guerra Mundial, mas sua relação se tornou tensa devido aos rompantes anti-EUA de Duterte e seu entusiasmo por laços melhores com a Rússia e a China.

Apesar disso, Duterte parece estar se dando claramente melhor com Trump do que com seu antecessor, Barack Obama.

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