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Trump diz que comentários sobre "animais" se referiam a criminosos; México protesta

17 mai 2018
21h12
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que se referia a gangues criminosas quando chamou alguns imigrantes ilegais de "animais", um termo que o governo do México classificou como inaceitável e que gerou críticas nas redes sociais.

Trump fez os comentários na quarta-feira durante um encontro com líderes municipais da Califórnia que apoiam sua medida de tornar a fronteira dos EUA inacessível para imigração ilegal.

    "Nós temos pessoas entrando no país, ou tentando entrar, e nós estamos parando muitas delas, mas nós estamos tirando pessoas do país. Vocês não acreditariam o quão ruins estas pessoas são. Estas não são pessoas. São animais", afirmou Trump.

    O governo do México disse que irá apresentar uma queixa formal no Departamento de Estado norte-americano pelas afirmações.

    "O presidente Trump se referia a alguns imigrantes, talvez ele tivesse gangues criminais em mente, eu não sei, como animais, não como pessoas", disse o ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgeray, à emissora Televisa nesta quinta-feira. "Na opinião do governo mexicano, isto é absolutamente inaceitável e nós vamos comunicar isto formalmente ao Departamento de Estado dos EUA hoje."

    Perguntado sobre as afirmações, Trump disse nesta quinta-feira que elas foram tiradas de contexto.

    "Estou me referindo e vocês sabem que estou me referindo às gangues MS-13 que estão entrando. Eu falava sobre a MS-13. Se vocês olharem um pouco mais à frente na fita, vocês verão isto", disse Trump a repórteres.

    Ele também ampliou seus comentários anteriores.

    "MS-13 - estes são animais... Nós precisamos de fortes leis de imigração... Nós temos leis de imigração que são ridicularizadas. Então quando a MS-13 entra, quando os outros membros de gangues entram em nosso país, eu me refiro a eles como animais e adivinhem, sempre irei", acrescentou Trump.

    O Ministério das Relações Exteriores do México informou mais tarde nesta quinta-feira que os comentários de Videgaray ainda estavam valendo.

    A MS-13, que começou em Los Angeles na década de 1980, se tornou uma organização criminosa transfronteiriça com liderança em El Salvador e possui 30 mil membros no mundo e 10 mil nos EUA, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

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